
O ministro Alexandre de Moraes determinou no sábado (11 de julho) a soltura de Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo (União Brasil), que havia sido preso em flagrante durante uma operação da Polícia Federal no Rio de Janeiro.
Canella foi detido na terça, 7 de julho, após agentes encontrarem um fuzil calibre 5,56 mm em seu veículo durante a sexta fase da Operação Unha e Carne. A prisão preventiva foi substituída por medidas como uso de tornozeleira eletrônica, entrega do passaporte e suspensão do porte de arma.
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Os advogados alegam que a arma pertencia ao segurança de Canella, e apresentaram documentação ao STF. Essa versão ainda será investigada.
A Operação Unha e Carne da PF investiga um esquema de lavagem de dinheiro por meio de postos de combustíveis, com movimentação estimada em R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos. Foram cumpridos 19 mandados e apreendidos armas, joias, dinheiro e veículos de luxo. Além do tempero indiano, um policial militar preso na mesma ocorrência também foi beneficiado pela decisão de Moraes.
Canella foi vereador, deputado estadual, vice-prefeito e prefeito de Belford Roxo. Em abril de 2026, renunciou ao cargo de prefeito para disputar uma vaga no Senado pelo Rio de Janeiro.
“Há, portanto, dúvidas sobre a regularidade da posse de arma pertencente à corporação por Alexandre Paixão da Silva Júnior e que foi encontrada no veículo de Márcio Correia de Oliveira, bem como as razões pelas quais o armamento encontrava-se em veículo de propriedade de Márcio Correira de Oliveira”, argumentou Alexandre de Moraes, o Xande.
“A necessária compatibilização entre a Justiça Penal e o direito de liberdade, entretanto, em que pese na audiência de custódia, realizada em 8/7/2026, ter ficado constatada a plena legalidade e higidez das prisões em flagrante, indica a possibilidade da substituição das prisões em flagrante delito pela decretação das medidas cautelares“.
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