
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, rejeitou o pedido do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) para afastar Paulo Gonet do comando da Procuradoria-Geral da República (PGR). A decisão foi assinada na quarta-feira (4/11).
Charuto e viagem do filho de Gonet aparece em denúncia apresentada por Nikolas Ferreira
Em suma, o deputado reeleito acionou o STF logo após a divulgação de uma fotografia de Gonet ao lado de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, em Londres. Na imagem, o procurador-geral aparece com um charuto, enquanto copos de uísque estão sobre a mesa.

Em seguida, Nikolas também citou mensagens encontradas no celular do empresário. Entre elas, conversas sobre uma possível viagem a Londres do filho de Gonet, Pedro, cujas despesas teriam sido pagas por Daniel Vorcaro. A viagem, entretanto, acabou cancelada.
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Além disso, outro ponto mencionado foi uma anotação em que o ex-banqueiro teria escrito que precisava reforçar contatos com “Andrei e Paulo”. A representação associou os nomes ao diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Passos, e ao procurador-geral.
Fachin descarta abertura de investigação
De acordo com a revista “Veja”, ao analisar o caso, Edson Fachin destacou que o Conselho Superior do Ministério Público já havia examinado os episódios e não encontrou elementos suficientes para abrir uma investigação.
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O ministro também explicou que o direito de petição não permite que qualquer cidadão obrigue o STF a instaurar uma apuração criminal. Desse modo, ele apontou que Nikolas não tem legitimidade para fazer esse tipo de solicitação diretamente ao Supremo. Além disso, o ministro afirmou que não existem provas suficientes.
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