
A Procuradoria-Geral da República solicitou ao STF que o inquérito contra Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha) seja remetido à primeira instância, alegando ausência de investigados com foro privilegiado e falta de relação com a investigação de fraude ao INSS.
A PGR defende que o caso não deve tramitar no STF por falta de foro privilegiado, enquanto as investigações contra Lulinha seguem sem denúncia formal aceita. O desfecho depende da decisão do ministro André Mendonça.
O ministro André Mendonça é o relator de dois dos três inquéritos contra Lulinha e decidirá se o caso permanece no STF ou vai para a primeira instância. Um terceiro inquérito está sob relatoria de Flávio Dino.
Lulinha é investigado por suspeita de tráfico de influência em três frentes:
- Tentativa de venda de projeto de canabidiol ao Ministério da Saúde, envolvendo a lobista Roberta Luchsinger e o empresário “Careca do INSS”.
- Relações com empresas parceiras, sob relatoria de Flávio Dino.
- Vazamentos ilegais de dados sigilosos, caso em que pode figurar como vítima, sob relatoria de Mendonça.
O advogado de Lulinha acusou a mídia de “pirotecnia” e de instrumentalizar denúncias para fins eleitorais, sugerindo ligação com a campanha de Flávio Bolsonaro.
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Lulinha já esteve sob investigação ou exposição pública em cinco dos seis ciclos eleitorais presidenciais desde 2006, mas todas as apurações anteriores foram arquivadas sem que ele se tornasse réu. As atuais ainda não resultaram em denúncia aceita pela Justiça.
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