
O PL lançou oficialmente a candidatura de Rogério Marinho (PL-RN) à presidência do Senado, transformando a disputa em uma plataforma para pautas da oposição.
O lançamento da candidatura de Rogério Marinho ao comando do Senado e a campanha está fortemente associada à defesa da anistia dos envolvidos no 8 de janeiro, tema usado pelo PL para mobilizar sua base e pressionar a futura agenda da Casa.
“Fui escolhido pelos nossos companheiros para representar a direita”, disse Marinho ao final da reunião do partido.
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Um dos objetivos centrais destacados por Marinho é pressionar pela tramitação e votação de propostas de anistia relacionadas aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. Ele afirmou que, se eleito, pretende permitir que o tema seja apreciado pelo Congresso.
O senador argumenta que a pauta da anistia teria sido bloqueada por pressões externas ao Congresso e defende que projetos desse tipo sejam decididos pelos parlamentares.
A candidatura também faz parte de uma estratégia para fortalecer a atuação da oposição no Senado. Em discursos, Marinho falou em “pacificação” do país, defesa das prerrogativas parlamentares e maior protagonismo do Senado diante de outros Poderes.
A disputa não é simples: o atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), aparece como principal concorrente e é considerado favorito por analistas e por parte do próprio Marinho.
Há também movimentação dentro do campo oposicionista. A senadora Tereza Cristina (PP-MS) mantém uma candidatura própria, embora Marinho afirme que ambos deverão buscar um entendimento mais adiante para evitar divisão de votos.
“Evidente que não seremos candidatos com o tema de impeachment de quem quer que seja. Somos candidatos defendendo a Constituição. Se algum ministro do STF cometer crime de responsabilidade, não seremos omissos”, disse.







