
Nesta última terça-feira (18/08), a Polícia Federal (PF) abriu um inquérito para investigar a suspeita de fraude na filiação partidária do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República. Em suma, a apuração foi determinada pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques. Esta busca identificar quem alterou o cadastro e em quais circunstâncias.
PF quer descobrir quem mudou filiação de Flávio Bolsonaro às vésperas da eleição
Flávio apareceu no sistema da Justiça Eleitoral como filiado ao Missão e desligado do Partido Liberal, o que impediu temporariamente o registro de sua candidatura. De acordo com a defesa, ele nunca pediu a mudança. Uma certidão emitida na noite do dia 12 de agosto ainda mostrava o senador vinculado ao PL.
O TSE descartou uma invasão ao sistema e informou que alguém usou credenciais da legenda para fazer a alteração. Por isso, a PF vai investigar possíveis crimes de falsidade ideológica e inserção de dados falsos em sistema de informações.
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Logo após o episódio, o TSE suspendeu temporariamente novas filiações pelo sistema Filia para verificar alterações na plataforma. Além disso, a Corte identificou uma tentativa de alterar a filiação de Lula (PT), mas não concluiu o registro.
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Desse modo, Nunes Marques determinou o restabelecimento da filiação de Flávio ao PL e autorizou o registro da candidatura. O tribunal também preservou os registros de acesso ao sistema e encaminhou o caso à PF. A Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) apoiou as medidas.
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