
Entrevista na GloboNews mostra que a campanha de Lula do PT reconhece o impacto negativo da crise no STF, mas busca transformar esse desgaste em uma narrativa de defesa de reformas estruturais.
“Claro que vínhamos em uma situação muito favorável eleitoralmente. Veio essa crise institucional. É inegável que ela atingiu a nossa campanha, desgastou a nossa campanha”, declarou o homenzarrão em entrevista ao Estúdio i, da GloboNews. Informações do Blog Andréia Sadi.
Edinho Silva, presidente do PT e coordenador da campanha de Lula, reconheceu que a crise institucional envolvendo o STF provocou desgaste na candidatura à reeleição de Lula, que antes estava em situação favorável.
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“A sociedade traduz todo o sentimento de mudança, o sentimento antissistema, em quem é governo”, disse ele, e “assola todo o ambiente político brasileiro” e “penaliza efetivamente o incumbente, aquele que está no poder, aquele que está à frente do governo”.
Segundo ele, a população não distingue claramente os Três Poderes e acaba responsabilizando diretamente o governo, o que penaliza o incumbente (quem está no poder).
Apesar do desgaste, Lula estaria respondendo de forma coerente, defendendo reformas no Judiciário e punição para responsáveis por irregularidades. Edinho mencionou debates sobre idade mínima para ministros, mandatos nas cortes superiores e maior participação da sociedade civil no CNJ e CNMP.

Ele rejeitou a ideia de que o desgaste do Supremo esteja diretamente ligado às indicações feitas por Lula e Dilma Rousseff. “Não consigo fazer esse vínculo tão direto entre as indicações dos governos Lula e Dilma e o desgaste que a Suprema Corte enfrenta. Seria, na minha avaliação, forçar demais a mão”, disse.
Ministros indicados por Lula e Dilma:
- Cezar Peluso (2003)
- Carlos Ayres Britto (2003)
- Joaquim Barbosa (2003)
- Eros Grau (2004)
- Cármen Lúcia (2006)
- Ricardo Lewandowski (2006)
- Carlos Alberto Menezes Direito (2007)
- Dias Toffoli (2009)
- Cristiano Zanin (2023)
- Flávio Dino (2023)
A campanha pretende apresentar Lula como representante de mudanças, incluindo reforma política e eleitoral, com críticas ao sistema atual, descrito como “apodrecido” e incapaz de atender aos anseios da sociedade. “O sistema hoje, como está organizado, não responde aos anseios da sociedade. Como tem dito o presidente Lula, o sistema apodreceu. Ele precisa ser reformado, precisa ser alterado para que a gente dê conta dos anseios da sociedade”, finalizou Ed.
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