
// Fellipe Sampaio /STF
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça declarou que já antecipava sofrer “represálias” por ter levado adiante informações da Polícia Federal relacionadas ao caso Banco Master.
Ele afirmou para Andréia Sadi do g1 ter sido alertado de que ataques pessoais poderiam ser direcionados contra ele e até contra pessoas próximas, mas reforçou sua posição de serenidade e firmeza ao dizer: “Nada tenho a temer”.
Para sustentar sua defesa, Mendonça recorreu a uma citação de Arthur Schopenhauer, filósofo alemão conhecido por suas reflexões sobre a natureza humana e os mecanismos de poder. Ele destacou que ataques pessoais são frequentemente utilizados como recurso injusto em debates, quando faltam argumentos sólidos.
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“Conforme ensina Schopenhauer, dentre os estratagemas para se tentar vencer um debate sem ter razão estão os ataques pessoais contra quem se diverge, fazendo-o de forma injusta, ofensiva e insultante”, disse.
O caso Banco Master, que envolve suspeitas de irregularidades financeiras e possíveis conexões políticas, gerou divergências entre ministros sobre a forma de conduzir as apurações. O ministro Flávio Dino pediu vista, o que suspendeu temporariamente a análise do processo e ampliou o clima de incerteza.
“No entanto, nada tenho a temer. Assim, apesar dos ataques e tentativas de intimidação, seguirei cumprindo meu dever com serenidade e responsabilidade”, comentou o ministro.
O presidente do STF, Edson Fachin, havia convocado uma sessão extraordinária para discutir a atuação de Mendonça no caso, marcada para o dia 23 de setembro. No entanto, diante da escalada da crise e da falta de consenso, decidiu retirar o tema da pauta, cancelando o julgamento.
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