
Nos quatro meses em que cumpre pena em prisão domiciliar em Brasília por tentativa de golpe de Estado e outros crimes, o ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu um total de 185 visitas. Ele reside na capital federal com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, a filha e a enteada, contando também com escolta oficial e o apoio de uma cozinheira.
Do total de acessos à residência, destaca-se a sua família, onde os filhos registraram 31 idas ao local. Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, visitou o pai 18 vezes (mais uma acompanhado da família). Carlos esteve na casa 11 vezes e Jair Renan, duas.
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Diante de sua saúde delicada, foram 70 entradas de seus três médicos, liberados pelo STF para acesso permanente, e 17 sessões de fisioterapia autorizadas em dias fixos.
Seus advogados somaram 64 encontros. O ex-assessor João Henrique Nascimento de Freitas foi o mais frequente (29 vezes), seguido por Flávio Bolsonaro (15 vezes), que se credenciou como advogado em março para tratar de pautas partidárias do PL.
Também houve atendimentos pontuais de cabeleireiro, funcionária de cartório, eletricista e técnicos de manutenção.
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Os dados foram apresentados pelo ministro Alexandre de Moraes para justificar a suspensão de visitas ao ex-presidente por 30 dias e a proibição de divulgação de manifestos. Moraes combateu a tese de incomunicabilidade apontando que a prisão humanitária não pode se converter em “odiosos privilégios” ou descumprimento de ordens judiciais.
Para o ministro, Bolsonaro violou as restrições impostas ao participar da elaboração de conteúdo para as redes sociais de seu filho Flávio, citando como evidência trechos da publicação intitulada “Carta aos brasileiros”.
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