
Nesta terça-feira, 14, o pré-candidato à Presidência Romeu Zema criticou a medida de Alexandre de Moraes, do STF, que barrou as visitas de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a seu pai. A punição foi aplicada porque o senador publicou nas redes sociais uma carta de Jair Bolsonaro que o legitimava como seu representante político para as eleições.
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O ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar, segue proibido de acessar a internet: “Acho que todo mundo já viu filmes, já viu diversas ocasiões em que quem está detido se comunica por carta, como foi dito. É algo mais do que normal, é verificável, ninguém vai mandar dentro de uma carta uma faca, uma pistola, droga, etc.; é papel. Então, você querer, vamos dizer, tolher um direito do ser humano”, opinou.
A fala de Zema foi concedida em entrevista à rádio CBN Santos. A manifestação do governador ocorreu logo após Flávio Bolsonaro, pré-candidato ao Planalto pelo PL, divulgar o conteúdo da carta de seu pai, cujo texto pedia para que as divergências fossem deixadas de lado no cenário atual.
Ao justificar o veto, o ministro Alexandre de Moraes enfatizou que uma das restrições judiciais impostas ao ex-mandatário era o impedimento de usar redes sociais, seja por conta própria ou por meio de outras pessoas. Na visão do magistrado, o parlamentar agiu de forma irregular ao descumprir as regras estabelecidas para a prisão do pai.
O surgimento do manuscrito acontece em meio ao atrito público entre Flávio e sua madrasta, Michelle Bolsonaro. No mês anterior, a ex-primeira-dama expôs o desentendimento familiar por meio de vídeos em suas redes sociais. O estopim da crise foi o acordo de aliança do PL que envolve o suporte à pré-candidatura de Ciro Gomes (PSDB) ao governo do Ceará
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