
Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais e candidato à Presidência da República em 2026, votou em Araxá (MG) no dia 4 de outubro e cometeu possível crime eleitoral.
Durante o ato, levou consigo o celular para dentro da cabine de votação, o que contraria as normas estabelecidas pela Justiça Eleitoral. Esse detalhe ganhou destaque porque o voto é um momento simbólico e altamente regulado, e qualquer desvio das regras costuma gerar repercussão nacional.
Após o episódio, Zema declarou que não foi alertado por nenhum mesário ou autoridade eleitoral sobre a necessidade de deixar o aparelho antes de entrar na cabine. Ele afirmou que, caso tivesse sido avisado, teria entregue o celular imediatamente.
O candidato negou categoricamente ter utilizado o aparelho durante a votação. Segundo ele, não tirou fotos, não gravou vídeos e tampouco consultou qualquer “colinha” digital. Para reforçar sua versão, disse que levou sua lista de candidatos anotada em papel, como é permitido. Essa defesa tenta afastar qualquer suspeita de quebra do sigilo do voto ou de uso indevido da tecnologia dentro da cabine.
+Flávio Bolsonaro vence Lula nas Filipinas- Portal Área VIP
A legislação eleitoral brasileira é clara: celulares, câmeras e outros dispositivos eletrônicos não podem ser levados para dentro da cabine, mesmo desligados. A medida existe para proteger o sigilo do voto e evitar qualquer forma de registro ou influência externa. O descumprimento pode ser interpretado como irregularidade, ainda que não haja prova de uso indevido.
“Eu ando com o celular o dia todo, né? Ele é quase que como se fosse um dedo. E ninguém me lembrou ali e eu fui votar normalmente”, explicou.
“Não afetou em nada o meu voto, a minha forma de votar. Não fotografei nada, não fiz nada com o celular ali. Fui só votar mesmo”, disse.
QUE EXEMPLO! Romeu Zema, candidato a Presidência, entra com celular para votar mesmo sendo PROIBIDO. #Eleicoes2026 pic.twitter.com/MweHZRZ5vb
— SB (@sboficial) October 4, 2026







