Zema comete possível crime eleitoral

Zema comete engano

Vinícius Carvalho
Vinícius Carvalho
Formado em Direito, minha verdadeira paixão é a escrita. Comecei muito jovem no ofício, enviando críticas e análises sobre televisão para um grande portal apenas pela paixão pelo assunto e o desejo de ser lido. Contudo, com o sucesso da minha coluna, em 2014 fui alçado a redator e, desde então, tive passagens por diversos sites em variados segmentos, de esportes e benefícios sociais a televisão, celebridades e tecnologia.
Zema (Foto: Reprodução/ Captura de tela/ GloboNews)
Zema (Foto: Reprodução/ Captura de tela/ GloboNews)

Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais e candidato à Presidência da República em 2026, votou em Araxá (MG) no dia 4 de outubro e cometeu possível crime eleitoral.

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Durante o ato, levou consigo o celular para dentro da cabine de votação, o que contraria as normas estabelecidas pela Justiça Eleitoral. Esse detalhe ganhou destaque porque o voto é um momento simbólico e altamente regulado, e qualquer desvio das regras costuma gerar repercussão nacional.

Após o episódio, Zema declarou que não foi alertado por nenhum mesário ou autoridade eleitoral sobre a necessidade de deixar o aparelho antes de entrar na cabine. Ele afirmou que, caso tivesse sido avisado, teria entregue o celular imediatamente.

O candidato negou categoricamente ter utilizado o aparelho durante a votação. Segundo ele, não tirou fotos, não gravou vídeos e tampouco consultou qualquer “colinha” digital. Para reforçar sua versão, disse que levou sua lista de candidatos anotada em papel, como é permitido. Essa defesa tenta afastar qualquer suspeita de quebra do sigilo do voto ou de uso indevido da tecnologia dentro da cabine.

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A legislação eleitoral brasileira é clara: celulares, câmeras e outros dispositivos eletrônicos não podem ser levados para dentro da cabine, mesmo desligados. A medida existe para proteger o sigilo do voto e evitar qualquer forma de registro ou influência externa. O descumprimento pode ser interpretado como irregularidade, ainda que não haja prova de uso indevido.

“Eu ando com o celular o dia todo, né? Ele é quase que como se fosse um dedo. E ninguém me lembrou ali e eu fui votar normalmente”, explicou.

“Não afetou em nada o meu voto, a minha forma de votar. Não fotografei nada, não fiz nada com o celular ali. Fui só votar mesmo”, disse.

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Vinícius Carvalho
Vinícius Carvalho
Formado em Direito, minha verdadeira paixão é a escrita. Comecei muito jovem no ofício, enviando críticas e análises sobre televisão para um grande portal apenas pela paixão pelo assunto e o desejo de ser lido. Contudo, com o sucesso da minha coluna, em 2014 fui alçado a redator e, desde então, tive passagens por diversos sites em variados segmentos, de esportes e benefícios sociais a televisão, celebridades e tecnologia.
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