
O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, do partido Novo, voltou atrás e implorou perdão ao senador Flávio Nantes Bolsonaro, do PL (Partido Liberal), candidato à Presidência da República Federativa do Brasil.
O também pré-candidato à presidência reduziu as críticas ao senador após pressão interna do partido Novo e de aliados preocupados com os efeitos eleitorais da crise em 2026, segundo O Globo.
Inicialmente, Zema havia classificado como “imperdoável” o áudio em que Flávio Bolsonaro cobrava recursos do banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme Dark Horse sobre Jair Bolsonaro. A repercussão negativa levou dirigentes do Novo, especialmente do Sul, a defenderem que Zema encerrasse o confronto, já que o partido depende do eleitorado bolsonarista em alguns estados para manter alianças.
Em evento em Belo Horizonte, Zema afirmou estar decepcionado, mas declarou que o episódio é “página virada”, sinalizando recuo no tom das críticas. O Novo teme que a crise prejudique acordos regionais com o PL e lideranças bolsonaristas, como em Santa Catarina (vice na chapa de Jorginho Mello), Paraná (candidatura de Deltan Dallagnol) e Rio Grande do Sul (Marcel Van Hattem).
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Zema leva bronca do partido
A pressão interna também praticamente descartou a possibilidade de Zema ser vice em uma chapa presidencial encabeçada por Flávio Bolsonaro. A crise teve origem em reportagens do Intercept Brasil que revelaram áudios e mensagens de Flávio negociando até US$ 24 milhões com Vorcaro para financiar o filme, dos quais cerca de US$ 10,6 milhões já teriam sido pagos em 2025.
Flávio Bolsonaro nega irregularidades, alegando tratar-se de apoio privado a um projeto audiovisual, e criticou Zema por ter se precipitado. Zema agora busca evitar que o episódio se transforme em ruptura permanente dentro da direita, com aliados como Mateus Simões reforçando que o caso não será mantido como pauta recorrente.
“Fui duro porque eu fiquei muito decepcionado, mas agi de acordo com meus princípios e valores. Para mim, agora é página virada”, lamentou o rival de Gilmar Mendes.
O governador de Minas Gerais Mateus Simões fez fala na mesma direção, indicando um direcionamento do partido: “Entendi que para ele a decepção foi real, mas que ele não vai ficar criticando o Flávio por isso. Como diriam: point made. Já disse o que pensa sobre o assunto, não é mais um tema para ele”.
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Zema é acionado na PGR e pode deixar disputa nas eleições
O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Partido Novo por Minas Gerais), foi acionado na PGR (Procuradoria-Geral da República Federativa do Brasil) e pode ter que deixar a disputa nas eleições de outubro deste ano… Leia Mais!






