The Economist expõe escândalo envolvendo STF e banqueiro do Master

Veículo diz que Toffoli e Moraes estão no centro de escândalo.

Amanda Souza
Amanda Souza
Jornalista e redatora há 7 anos. Escrevo o que vejo, o que sinto e o que vivo. De MT para o mundo que ainda sonho em conhecer.

A relação entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, ganhou repercussão internacional.

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A conceituada revista britânica The Economist publicou um artigo contundente na última terça-feira (24) no qual afirma que alguns dos juízes “mais poderosos do mundo” mantêm vínculos “excessivamente próximos” com a elite empresarial e política do país. Os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes são os principais citados na reportagem.

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The Economist analisa impacto político do escândalo no STF

Intitulado “O Supremo Tribunal Federal do Brasil está envolvido em um enorme escândalo”, o texto faz um extenso apanhado da polêmica que envolve os magistrados e o banqueiro. A publicação começa resgatando a prisão de Vorcaro, que teria revelado uma suposta relação de negócios com Toffoli.

Segundo a revista, o dono do Master teria investido em um resort de luxo do ministro, realizado transações de 20 milhões de reais para uma empresa de propriedade do magistrado e mantido vínculos com a Odebrecht, “construtora brasileira no centro do maior escândalo de corrupção da história da América Latina”.

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A The Economist também dedica espaço a Alexandre de Moraes, afirmando que o ministro “também está em apuros”. A reportagem menciona que Moraes, na condição de “chefe da ação sobre notícias falsas” do tribunal, abriu uma investigação rigorosa após informações vazadas darem conta de que sua esposa teria recebido um contrato “incomumente vago e lucrativo” para representar o Banco Master.

Para a revista britânica, o tema ganha contornos ainda mais graves quando analisado sob a ótica política. O artigo destaca que o escândalo pode ser utilizado como munição pela oposição para tentar destituir ministros da Corte. “Espera-se que candidatos de direita dominem o Senado nas eleições gerais brasileiras de outubro. Eles podem conquistar cadeiras suficientes para destituir ministros do Supremo. A direita nutre uma animosidade especial contra o Supremo Tribunal Federal por seu papel no processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro”, alerta a publicação.

A reportagem também aborda a generalização do nepotismo na mais alta corte do país, apontando que parentes próximos de membros do STF figuram como principais advogados em julgamentos de grande repercussão.

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Amanda Souza
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