Crise no STF! André Mendonça se reúne com PF e caso Banco Master ganha novos rumos

Encontro de mais de duas horas redefiniu os próximos passos da investigação

Joaquim Neto
Joaquim Neto
Redator e produtor de conteúdo. Formado em Letras pela UFRJ, Mestre e, atualmente, doutorando em Literatura Portuguesa. Acompanha de perto os movimentos do entretenimento e da mídia contemporânea com olhar crítico sobre tudo o que acontece na televisão, música, cultura pop, cotidiano e política.
André Mendonça (© Carlos Moura/SCO/STF)
André Mendonça (© Carlos Moura/SCO/STF)

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, participou de uma reunião decisiva com investigadores da Polícia Federal sobre as apurações envolvendo o suposto esquema de fraudes no Banco Master. O encontro, que durou cerca de 2h30, ocorreu na tarde desta segunda-feira (23/2) e trouxe atualizações importantes sobre o andamento da Operação Compliance Zero.

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Segundo a Secretaria de Comunicação do STF, os delegados apresentaram um panorama completo do estágio atual das investigações. O ministro também entregou à PF a lista de processos relacionados ao caso que tramitam sob sua relatoria.

Saída de Dias Toffoli muda o rumo da investigação

A definição dos próximos passos do inquérito ocorre após a saída de Dias Toffoli da relatoria. A decisão, anunciada no último dia 12/2, veio após reunião entre os ministros para analisar relatório da PF contendo mensagens atribuídas ao empresário Daniel Vorcaro, com citações a Toffoli.

O material, ainda sigiloso, inclui menções a negociações envolvendo o resort Tayayá Resort, do qual Toffoli admitiu ser sócio, negando qualquer relação com o dono do Banco Master. Em nota conjunta, os 10 ministros acolheram o pedido para que ele deixasse o caso.

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Novas medidas sob relatoria de Mendonça

Agora responsável pelo processo, Mendonça autorizou a PF a seguir o fluxo pericial padrão na análise dos cerca de 100 dispositivos eletrônicos apreendidos. Também ampliou o campo de atuação dos investigadores, permitindo diligências que não dependem de autorização judicial, como oitivas de investigados e testemunhas.

Além disso, determinou que todo o material fique sob custódia da PF e manteve o sigilo nível III, um grau abaixo do aplicado por Toffoli.

As decisões atendem a solicitações da PF, que pretende otimizar o trabalho técnico e distribuir tarefas entre peritos especializados.

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