Benê continua naquela base. A ferida na perna ainda existe e preocupa. O médico pode até salvá-las, mas vai ser impossível fazer com que ele saia dessa história sem alguma sequela. Sandrinha sabe disso e sofre, mas procura transmitir força e fé.
Só que Benê está revoltado com o que fizeram com ele, suas coisas destruídas, sua vida virada do avesso. “Vou pegar eles todos… Todos eles vão me pagar”, diz, os olhos faiscando de raiva. Mas
Sandrinha não quer mais morar naquele barraco, naquela favela, não quer aquela vida, não quer vingança. “A gente tem de saber recuar… Vai fazer o quê? Guerra? Todo mundo se matando?”. Ela puxa uma foto da família reunida, ela, ele e José, e apela para o emocional: “Vai jogar isso fora? Vai morrer e deixar a gente sem você?”.
Ela o deixa com essas perguntas, certa de que uma hora Benê vai se tocar de que a vida de bandidagem não leva a nada a não ser a cova.






