Chora, Onofre, chora! Quem mandou colocar a filha na boca do lobo? Belo dia, contam pra ele que Soraia saiu com Marcos pra passear de lancha… Lancha? Ui! Diante do próprio espanto, Onofre só faz puxar a mulher pelo braço e chispar para o píer. Praquele homem bruto, um simples passeio no barco de Marcos tem a gravidade de um crime hediondo dos piores. Então, o jeito é correr pra encontrá-la… Antes que seja tarde.
Enquanto isso, a filha ziguezagueia pelo mar azul de Búzios, pendurada no ombro de Marcos. O vento, o sol e o sorriso no rosto dela não deixam dúvida: Soraia está maravilhada. Isso é que é viver a vida! Tudo que sempre quis. E aquele homem ao seu lado: – hummm!
Mas qualquer outra intenção que venha ter, Soraia terá de esquecer. Sim, porque ali mais adiante ela já avista o pai – e ele está enfurecido. Os delírios todos desaparecem. Agora, ela já sofre imaginando o canto do cinto ardendo no lombo.







