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Saiba mais sobre a nova trama das 21h da Globo, “A Regra do Jogo”

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A regra do Jogo - Elenco

Saiba mais sobre a nova trama das 21h da Globo, “A Regra do Jogo”, que estreia nesta segunda (31).

Todos os dias, a cada instante, somos obrigados a tomar decisões. Não é matemática. O que é perdoável não é óbvio. Cada indivíduo tem seus motivos para seguir por este ou aquele caminho. E o caráter pode funcionar como uma espécie de bússola que leva para uma determinada direção. Mas também tem o jogo que está na mesa, a regra do jogo de cada um. “Esta é a história de um homem, Romero Rômulo, que finge ser um herói do povo. Mas ele é o contrário do que ele aparenta ser. A novela é o percurso deste homem. A trajetória e a jornada deste personagem. E as mudanças na novela estão muito relacionadas às mudanças internas deste indivíduo. É uma história sobre índole e ética e questiona qual é o limite do perdoável. A novela faz essas perguntas: existe um livre arbítrio? Podemos mudar o destino que está reservado pra gente? O que não é tolerável?”, explica o autor da trama, João Emanuel Carneiro.

Nesta história, o improvável conduz o desenrolar da trama. Em ‘A Regra do Jogo’, há os que não são aquilo que dizem ser. E outros que se comportam e tomam atitudes inesperadas, cujas explicações estão em um passado cercado de mistérios.

Entre o bem e o mal – A regra é dissimular

Tudo começa por Romero Rômulo (Alexandre Nero). Escrever sobre ele rouba o sabor de desvendar a sua verdadeira natureza. Para conhecer Romero, é preciso chegar bem perto de sua vida e acompanhar passo a passo a forma como ele pensa e se comporta. Por ora, o que há para dizer sobre ele é que este homem se confronta com o bem e o mal, o tempo todo e todos os dias. E suas decisões muitas vezes contradizem os seus desejos mais genuínos. Mas talvez nem ele tenha esse discernimento. É alguém que ainda não sabe bem o que é, nem o que quer ser. E que fracassa quando tenta se passar por algo que se distancia daquilo que traz dentro de si. E, mais do que isso, Romero é apaixonado por personagens que ele gostaria de vestir. Mas que não tem capacidade para desempenhar. Romero Rômulo já foi vereador e almeja voltar para a política tão logo seja possível. Atualmente mantém uma fundação destinada a reintegrar ex-presidiários à sociedade. E ele é respeitado por esse trabalho que desenvolve. Romero é um herói do povo, e é exatamente assim que seu filho adotivo, o policial Dante (Marco Pigossi), o vê. E como muitos heróis que vivem para cuidar do próximo, Romero não tem uma vida de luxo. Mantém um apartamento bem mais ou menos na zona sul do Rio de Janeiro, dirige um carro que não deve valer muito dinheiro e tem um guarda-roupa sem nenhuma extravagância de consumo.

 

História mal contada – A regra é esconder a verdade

Zé Maria (Tony Ramos), Juliano (Cauã Reymond), Djanira (Cássia Kis), Tóia (Vanessa Giácomo) e Romero Rômulo (Alexandre Nero) têm seus destinos entrelaçados, quer queiram, quer não. Para começo de conversa, todos vivem – ou já viveram – no badalado Morro da Macaca, que fica na zona sul do Rio de Janeiro. Mas não é só essa animada comunidade que une esses cinco personagens. O motivo é um crime, cercado de mistério, sofrimento e algumas peças que não se encaixam. Djanira é professora de uma escola pública situada na Macaca. Ela é mãe adotiva de Tóia, com quem mantém um relacionamento sustentando no amor maternal e no afeto recíproco. Tóia ama Juliano, que ama Tóia. Após muitos obstáculos, os noivos estão prestes a se casar. Esposa apaixonada por Zé Maria, Djanira criou Juliano, filho de seu marido, quando Zé precisou sair de casa para fugir da polícia acusado de um crime que ele jura não ter cometido, o famoso “Massacre de Seropédica”. Na ocasião, Romero viu de perto como aconteceu esta chacina que culminou na morte de muitas pessoas inocentes, entre elas um importante cientista. O que se sabe é que Romero Rômulo foi chamado para ajudar a controlar a situação, para tentar acalmar os bandidos e promover uma negociação entre eles e a polícia. Como o ex-vereador esteve no local do crime, ele endossa a acusação da polícia que coloca Zé Maria na lista dos bandidos foragidos. Romero também acredita que ele é mesmo um homem perigoso, capaz de matar. Quem não se conforma com isso é Djanira, que viu a sua vida desmoronar quando Zé Maria precisou deixá-la. A professora acredita na inocência do homem que ela sabe ser o amor de sua vida. Esse é um dos motivos que fazem com que ela odeie Romero. Apenas um deles Juliano também faz parte da lista dos que defendem Zé Maria. Ele não tem dúvidas da inocência do pai, e por isso faz de tudo para manter Romero bem longe de sua vida. Ele sabe bem o peso que é carregar o estigma de ser filho de um homem que acusam de bandido. Juliano também já sentiu o gosto da injustiça. O ex-lutador de MMA ficou quatro anos preso por porte de drogas. Crime que Juliano grita aos quatro cantos que nunca cometeu. Para o ex-atleta, tudo isso não passou de uma armação. Fato que ele conseguiu ter a confirmação extraoficial logo depois de ganhar a liberdade condicional. Mas aos olhos da lei e de parte da sociedade, ele continua sendo um criminoso.

O sangue ferve no Morro da Macaca – A regra é conviver

Se na cidade do Rio de Janeiro faz 40 graus, lá na Macaca a temperatura está, pelo menos, uns 10 graus acima. A geografia do lugar ajuda, claro. Mas o que ferve mesmo é o sangue quente de seus moradores. Tudo começa pela rainha do morro, Adisabeba (Susana Vieira). Foi dela o olhar empreendedor que fez dessa comunidade um lugar onde se vive com qualidade. A Macaca é um morro que deu certo. É onde muita gente gosta de morar. Há anos Adisabeba entendeu que aquele pedaço de terra era ideal para se construir imóveis para alugar. Dinheiro não faltou para que fossem erguidas pequenas casas e espaços comerciais, como lojas, barbearias, açougues, padarias… Adisabeba faz questão de receber pessoalmente os aluguéis, tudo na mais perfeita ordem – porque ninguém gosta de ficar em dívida com a rainha do morro. Mas um lugar em especial salta aos olhos de quem chega na Macaca. É o hostel de Adisabeba. E bem ao lado, está a Caverna da Macaca, a boate onde asfalto e morro se encontram e as diferenças convivem ao som de funk, rap, pop, samba, jazz. A boate é um negócio muito bem-sucedido, que nasceu da cabeça e do esforço de Tóia (Vanessa Giácomo). Foi ela quem idealizou o local e suas festas. É ela quem faz acontecer o “fervo” por lá. Tóia é uma espécie de gerente e promoter da Caverna da Macaca. Mas sonha em se tornar sócia de Adisabeba um dia. Tóia ama o que faz. É uma jovem mulher cheia de energia. Firme, lutadora e trabalhadeira. Ela vive com a mãe adotiva, Djanira (Cássia Kis), mas está a um passo de começar uma vida ao lado do amor de sua vida, seu noivo, Juliano (Cauã Reymond). Ele, por sua vez, dedicava-se a ensinar artes marciais para a molecada do morro. E o objetivo não era apenas formar atletas, mas sim, afastar esses meninos do crime. Juliano já ajudou mais de 40 jovens. Um trabalho interrompido com sua prisão.Esse episódio – o da prisão – mexe demais com a moral de Juliano. Quando retorna ao Morro da Macaca, ele está sem credibilidade. Afinal, como um homem é preso por porte de drogas e pretende tirar crianças do tráfico? Juliano sabe – e não teme – que tem um árduo trabalho pela frente. Mas é firme em seus propósitos, que incluem provar que seu pai, Zé Maria (Tony Ramos), que vive foragido, não é um criminoso como a polícia e grande parte da sociedade julgam. Juliano sabe que existe uma facção criminosa que precisa ser desmantelada – a falange. Foi ela a responsável pela sua injusta prisão. Juliano tem sede de justiça.

A regra é seduzir

Adisabeba é uma mulher que apresenta muita segurança quando o assunto é a sua vida amorosa. Ela namora o jovem Abner (Danilo Tavares) e não esconde esse relacionamento de ninguém. Aliás, ela também não esconde que foi apaixonada por Zé Maria (Tony Ramos), com quem chegou a ficar junto no passado. Esse romance só foi interrompido quando ele se encantou por Djanira (Cássia Kis) e abandou a rainha do morro. Se a Macaca tem uma rainha, o príncipe da comunidade é seu filho, Mc Merlô (Juliano Cazarré). Cantor de funk, ele é, sempre, a principal atração da Caverna da Macaca. E manda bem nos palcos, o qual divide com as dançarinas Alisson (Letícia Lima) e Ninfa (Roberta Rodrigues). O problema é que seu coração também se divide entre as duas. Uma disputa amorosa cheia de confusão, que ganha reforço por conta do ciúme maternal de Adisabeba. Para ela, Merlô ainda é o seu menininho e não deve se enrabichar com ninguém, muito menos com essas duas mulheres com quem ele não terá nenhum futuro. Um pouco mais adiante, andando pelas ruas e vielas da Macaca, é possível chegar à casa de Indira (Cris Vianna) e Oziel (Fábio Lago), onde a paixão ainda está bem viva. Ela é estilista e tem sua loja de roupas. Ele tem uma agência de turismo. Eles são pais de quatro crianças e vivem com um certo conforto. Claro, o dinheiro às vezes aperta um pouco, afinal são seis bocas para alimentar e vestir, mas ambos são bem-sucedidos no que fazem. Indira é o exemplo da mulher moderna, dona do próprio nariz, que se faz respeitar dentro e fora de casa. O contraponto, no Morro da Macaca, de Indira é Domingas (Maeve Jinkings), mulher submissa e que ainda vive sob as rédeas de um marido machista, controlador e que não a respeita. Ela é casada com Juca (Oswaldo Mil) e paga caro para não viver com o rótulo de solteirona.

Quem não te conhece, que te compre – A regra é ser esperta

É provável que a vida já tenha sido muito dura com Francineide (Giovanna Antonelli). Mas isso ninguém saberá. Pelo menos não tão cedo. Aliás, até o seu nome é de mentira. Para todos, ela se apresenta como Atena. Segundo ela, isso sim é nome de gente rica. Linda, interesseira, sorrateira. Uma estelionatária que usa todo o seu dom e charme a favor do crime. Ela quer estar sempre com grana no bolso. Para quê? Para usufruir daquilo que a vida tem de melhor: roupas caras, comida boas, viagens incríveis…O problema é que tem muito malandro por aí que se embola nas próprias pernas, principalmente quando o destino dá o seu jeito de mudar, sem aviso prévio, a história de alguém. E o acaso levou Atena e Romero Rômulo (Alexandre Nero) para o mesmo bar, na mesma noite. Do encontro, saiu faísca. E tudo caminhava bem, até descobrirem que o “sujo” estava tentando enganar o “mal lavado”.

Quando o amor separa – A regra é enfrentar a dor

Os Stewart têm muito dinheiro. Mas a grana da família não impediu que uma tragédia se abatesse sobre essa casa. O empresário Gibson (José de Abreu) é o dono de uma indústria farmacêutica. Ele respira o trabalho e é um excelente homem de negócios. Em casa, a realidade é bem diferente. Casado com Nora (Renata Sorrah), eles carregam dentro de si a dor de ter perdido uma de suas filhas, Kiki (Deborah Evelyn), vítima de um sequestro e que foi dada como morta anos atrás. A filha que “sobrou” é Nelita (Bárbara Paz), uma mulher que convive com um transtorno de personalidade. Ela guarda em si duas mulheres. Uma delas é amorosa, tímida e recatada. A outra é incontrolável e faz com que Nelita se envergonhe de seus atos sempre que ela se manifesta. Por um lado, Nelita recebe todo o amor e o apoio de Nora, uma mãe zelosa. Por outro, enfrenta a reprovação do pai e os embates com a filha adotiva, Belisa (Bruna Linzmeyer). A jovem protagoniza ataques que, à primeira vista, podem parecer gratuitos. Mas não são. Belisa já foi, principalmente na infância, vítima do transtorno de Nelita. Não é nada fácil para uma criança ter que conviver com uma mãe de quem ela tem medo e nem sempre reconhece como uma figura protetora e zelosa. Césario (Johnny Massaro), esse sim filho biológico de Nelita, ainda tenta proteger a mãe. Mas Belisa tem mais vigor no embate. Ele não consegue frear a irmã, incumbência que fica sob a responsabilidade de Dante (Marco Pigossi), namorado de Belisa. Isso fica cada vez mais difícil com o passar dos anos e que ganha um ingrediente a mais com a chegada de Orlando (Du Moscovis). Com a sutilidade e o cálculo de quem joga xadrez, esse cientista se aproxima dos Stewart com seus escusos objetivos. Ele é rico, mas não tem limites para a ambição. É o homem que descobriu a fórmula de um novo remédio e que fez dele uma figura poderosa. E Orlando tem sorte. Esperto, vê na frágil Nelita uma porta para a sua entrada definitiva na rica família.

A regra é se vingar

Dante (Marco Pigossi) é um homem correto. Um jovem policial que entrou para a corporação para vingar a morte de seu pai biológico. Ele tem certeza de que a tragédia que tirou a vida de seu pai tem um responsável, Zé Maria (Tony Ramos). Dante é alimentado por uma busca incansável por este homem. E enfrenta qualquer um para chegar onde pretende, especialmente Juliano (Cauã Reymond), filho de Zé Maria. O policial foi adotado ainda criança por Kiki (Deborah Evelyn), quando ela ainda era casada com Romero Rômulo (Alexandre Nero). Dante sofreu demais com o desaparecimento e suposta morte de sua mãe. Com o pai, a relação é a melhor possível, mesmo Romero sendo um pai ausente. Dante idolatra Romero e Romero adora ser idolatrado pelo filho.

A regra é levar a vida na flauta 

Quem conhece Feliciano (Marcos Caruso) não imagina que ele e Gibson (José de Abreu) sejam parentes. Mas são. São primos de sangue. Entre eles há Nora (Renata Sorrah) e muitos cifrões. Especula-se que Feliciano também tenha sido apaixonado por Nora e pode ser que já tenham até vivido um romance. Mas ela escolheu Gibson para ser seu marido. Ele e Feliciano não se bicam e a explicação pode estar nesta história regida pelo coração. Feliciano também já teve dinheiro. Mas nunca gostou de trabalhar. Os seus bens então foram pelo ralo. Mas o gosto por uma vida de alto custo continua bem vivo dentro dele. O playboy é viúvo e mora em uma cobertura localizada na zona sul do Rio. Foi o que sobrou de tudo o que ele já teve. A mobília está velha, gasta. O imóvel é bom, mas está decadente, deteriorado. Apesar da pressão da família, ele não abre mão de seu apartamento – só depois de morto, como ele costuma dizer. Falando em sua família, para apresentá-la é necessário ir com calma e deixar tudo muito bem explicadinho. Feliciano adora ver a casa cheia e sonha em ter todos vivendo juntos um dia. Para ele, é a chance de aparar as arestas entre seus três filhos: Vavá (Marcello Novaes), Dalila (Alexandra Richter) e Úrsula (Julia Rabelo). Os três irmãos só têm uma coisa em comum: ninguém tem gosto pelo trabalho, mas todos querem ter uma boa vida. Vavá, metido a garotão, faz uns bicos como personal trainer. A sua vida amorosa anda bastante confusa. Casado há anos com Janete (Suzana Pires), ele se enamorou pela jovem Mel (Fernanda Souza). O enrosco é que Janete sustenta a casa com o seu trabalho como manicure. Por isso, a família reza para que Vavá ainda arraste esse casamento por muito tempo. Coisa que ele não quer, pois Mel está na sua cola, exigindo que ele se separe para que ela assuma o posto de “Sra. Vavá”. Dalila tem um quê de deslumbre. O marido, Breno (Otávio Muller), é bancário e eles levam uma vida de classe média. Ela é dona de casa. São pais de Kim (Felipe Roque) e Luana (Giovanna Lancelotti). Dalila faz de tudo para que o pai venda a cobertura. Assim, ele poderia viver em um apartamento melhor e ainda sobraria um troquinho para os filhos. Ela e sua irmã, a tatuadora Úrsula, são incapazes de ficar no mesmo ambiente sem bater boca. Dalila não aceita a orientação sexual de Úrsula. Assim como não aprova o seu namoro com Duda (Giselle Batista). Mas o problema não é só com ela não. Dalila também implica com Vavá. Ela acha que o irmão está velho demais para ser sustentado pelo pai.

Pela zona sul do Rio de Janeiro – A regra é contar dinheiro

IPTU, IPVA, condomínio, compras de mercado, seguro do carro… O casal Tina (Monique Alfradique) e Rui (Bruno Mazzeo) está sempre com a vida apertada. Ela é estilista. Ele, arquiteto. Para sobrar dinheiro no final do mês é quase um milagre. A única coisa que eles têm é um apartamento na zona sul do Rio, herança que a família de Rui deixou para ele. Embora tenham que viver fazendo contas, não há muito para onde correr. Eles já esgotaram as possibilidades de incrementar a renda familiar. Rui e Oziel (Fábio Lago) se conhecem há muito tempo. E é por conta desta amizade que o arquiteto tem uma ideia que pode colocar um ponto final em seus problemas financeiros. Rui passa a considerar a possibilidade de se mudar para o Morro da Macaca. O problema é Tina, que ama ser uma garota da zona sul.

Uma novela com cara de reality – A caixa cênica

Há dois anos se estuda o desenvolvimento de um método novo de gravar novela, com a colaboração de diferentes áreas da Globo. A ideia é que o público não ficasse mais de “fora”, que a dramaturgia se aproximasse dos realities shows na forma de captar as imagens e chegar ao telespectador. Tudo para que o público sinta que aquilo que está sendo visto pode ser real.  Foi então criada a “Caixa Cênica”, que são os cenários 360 graus, com a boca de cena fechada e uma logística que permite gravar uma novela na velocidade em que ela acontece. “Atualmente há duas maneiras de gravar dramaturgia no mundo. Pode ser como no cinema, sem boca de cena e feito com duas câmeras e lentes fixas. Mas isso faz com que as cenas demorem para serem feitas. O método mais rápido é o de multicâmeras, com a boca de cena aberta”, esclarece a diretora Amora Mautner.  A “Caixa Cênica” é uma terceira e inédita opção. Cenários fechados e adaptados para permitir que câmeras sejam integradas a eles. São mais câmeras em ação, posicionadas em diferentes e inusitados pontos do set. Há câmeras atrás de espelhos, colunas, janelas. Outras são escondidas, nem mesmo o ator em cena sabe onde está. Há ainda duas robôs, instaladas em pontos estratégicos, operadas por um profissional que fica fora do cenário. Claro, essa maneira nova de gravar não dispensa o profissional, que também está dentro do estúdio. Aliás, sobre isso também há novidade. Após meses de treinamentos e testes, oito profissionais que atuam como operadores de câmera; colocaram em prática o “Movi”, uma junção entre equipamento e know-how que, resumidamente, dá mais liberdade e estabilidade aos profissionais. Depois de pronta, a Caixa Cênica traz como resultado uma redução considerável no tempo de gravação e uma organicidade especial que faz a diferença no final das contas. Isso tudo com um tipo de iluminação especial, que lança mão de grandes quimeras espalhadas pelos cenários. Além de um cabeamento feito para ser integrado ao set. A edição das cenas acontece quase em tempo real, a exemplo do formato usado em Fórmula 1. O diretor escolhe o que tem de melhor para ajudar a contar a história. É um processo ágil e inovador. Foram anos de trabalho, estudo, testes e treinamento dentro do estúdio para fazer a Caixa Cênica se tornar realidade. E a cenografia não trabalhou sozinha. Segundo o cenógrafo, João Irênio, o grande ganho deste projeto foi a comunicação maior com outros departamentos. Todos andaram integrados: engenharia, elétrica, direção, produção, cenografia… Isso ajudou a driblar desafios como o cabeamento e a iluminação. “Começamos a trabalhar muito mais cedo. Eu estou neste projeto desde o final do ano passado”, relata João Irênio.

A realidade que salta da tela: o morro e o asfalto – Um universo de cores

‘A Regra do Jogo’ é dividida em dois universos: o asfalto e o Morro da Macaca. Isso é visto claramente na forma como os personagens se comportam, em seus figurinos e nos cenários por onde circulam. As figurinistas, Marie Salles e Mariana Sued, criaram dois mundos: lá em cima, modernidade. Aqui em baixo, classe e elegância. No alto do morro, cada um tem seu estilo. Os personagens são exuberantes, coloridos, cheios de acessórios e, no caso das mulheres, longas e poderosas madeixas. Se uma palavra define o look deste lugar, a palavra é ousadia! Morenas, loiras, lisas ou cacheadas. No Morro da Macaca, há gosto para tudo. Adisabeba (Susana Vieira), Tóia (Vanessa Giácomo), Indira (Cris Viana), Mel (Fernanda Souza) e as rivais Ninfa (Roberta Rodrigues) e Alisson (Letícia Lima) são boas representantes das mulheres com cabelos longos. A rainha do morro, Adisabeba, tem cachos loiros até a cintura. Ela exala sensualidade. “É o corpo em evidência. Ela é o sol da Macaca”, brinca Mariana. As roupas, com cores fortes e estampas que não passam despercebidas. Descer do salto? Jamais! A maquiagem, as unhas, os colares e os brincos… Tudo caprichado no dourado e nas cores vibrantes. “Adisabeba tem unhas enormes de acrigel, pintadas de cores marcantes, como roxo, rosa choque, lilás e pink. E tem os desenhos: flores, pérolas e pétalas. É tudo bem diferente”, adianta Gilvete Santos, que assina a supervisão de caracterização em parceria com Alê de Souza. E, como quem sai aos seus não degenera, Merlô (Juliano Cazarré) não disfarça o exagero. Desejado e vaidoso, seu corpo está sempre em evidência. Merlô não usa blusa fechada. Ele gosta mesmo é de mostrar o tanquinho com coletes abertos. Brincos, anéis e colares pesados, tudo trabalhado no ouro e no brilhante. “Para o Merlô, fizemos uma prótese de três dentes de ouro, que será usada somente em dias de show”, diverte-se Gilvete. As “Merlozetes” têm o mesmo desejo, Merlô, mas são bem diferentes em relação aos estilos. Alisson adora ostentar. O marido, um bandido, banca a vida de muitos gastos. Ela está sempre com maiôs justos, leggings. Ela se acha! Já Ninfa usa e abusa dos shorts e sutiãs. O reciclado também está presente em pulseiras, brincos e roupas. Tóia e Indira são bons exemplos disso. Indira dá o tom deste morro sustentável e reciclável. Ela é uma estilista que veste o que cria. Segundo Marie Salles, a equipe de figurino buscou artesãos que trabalham reaproveitando materiais, inclusive os mais inusitados. Tóia usará brincos feitos com chapa de raio-x e braceletes com lacre de latinha. Um charme. Aliás, a graça de Tóia – assim como outros personagens como Juliano (Cauã Reymond), Indira (Cris Vianna), Domingas (Maeve Jinkings) e Oziel (Fabio Lago) – está em trazer para a tela algo que nos é muito comum em nosso dia a dia e por isso aproxima a ficção da realidade: “Esse é o conceito geral da novela. Pensando em Tóia, se ela sai para trabalhar, faz um pouco de maquiagem, usa um rímel, blush e protetor labial. Se está em casa, é zero, não faz nada. Se vai sair à noite, usa um pouco mais. Mas com uma pegada de “foi ela mesma que fez”. Como é na vida, no dia a dia”, explica Alê de Souza. Mas ele abre uns parênteses para o núcleo do funk, especialmente Alisson (Letícia Lima) e Ninfa (Roberta Rodrigues), pois com eles é possível ficar mais livre para colorir bocas e unhas.

O corpo se comunica

As tatuagens são um capítulo à parte. Em ‘A Regra do Jogo’, quase todo mundo tem o corpo desenhado. Ascânio (Tonico Pereira) tem 14 delas. Úrsula (Júlia Rabelo) não fica atrás. Ela é tatuadora e a atriz não tem nenhum desenho na pele. Na trama, ela é toda desenhada. Juliano, personagem de Cauã Reymond, tem um enorme rosto religioso em um dos braços, caraterização que ele faz diariamente antes das gravações. Já Merlô (Juliano Cazarré) tem o corpo, sempre em evidência, bastante tatuado. Os membros da misteriosa falange criminosa são tatuados também. Eles usam um desenho bastante simbólico e sempre meio camuflado, que significa guerra. Orlando (Du Moscovis) e Tio (Jackson Antunes) são alguns deles. A equipe de caracterização precisou caprichar nesta produção. Por isso, Gilvete Santos criou alguns decalques especiais que facilitam a aplicação. Ela tem alguns modelos de materiais diferentes, como o silicone. Isso agiliza a preparação do ator. Alguns desenhos são aplicados em poucos minutos, com uma fixação que suporta água, suor e contato.

A diversidade no asfalto

Se a essência de muitos personagens é um mistério, ou seja, muita gente não é exatamente quem diz ser, na caracterização e no figurino o assunto é bem diferente. Dá para ver de longe quem tem dinheiro e quem não tem através das roupas, dos acessórios e até do corte de cabelo. A palavra de ordem é sobriedade. Na família dos Stewart, Nora (Renata Sorrah), Gibson (José de Abreu), Cesário (Johnny Massaro) e até mesmo Dante (Marco Pigossi) são bons exemplos disso. Com Belisa, vivida por Bruna Linzmeyer, que tem na revolta um traço importante de sua personalidade, não é diferente. Ela usa peças esportistas e moletons, sempre misturado com peças de alta costura ou de grifes internacionais e joias caras. Ela sai do óbvio. Tudo isso para chocar essa família que já é, em sua estrutura, tão problemática. Já Nelita (Bárbara Paz) está sempre com roupas mais soltas, calças de moletom e panos pendurados, que se modificam de acordo com o humor desta problemática mulher. Na casa de Feliciano (Marcos Caruso) é tudo bem mais ou menos. E misturado! O dinheiro já se foi. Alguns até conseguem se equilibrar melhor com o que sobrou no passar dos anos. O próprio Feliciano, por exemplo, ainda tem roupas de qualidade, da época em que ele tinha grana para comprar coisas boas. Ele adora  roupões, chinelos ou pantufas e chapéus. Mas dentro de sua cobertura, há de tudo! Janete (Suzana Pires) é despojada e colorida. O cabelo é longo e tem pontas mais claras. Já Vavá não quis envelhecer – até porque está arrastando asa para a ninfeta Mel (Fernanda Souza). Dalila (Alexandra Richter) e sua família são o retrato da classe média. Vavá usa roupas coloridas também. E Mel não se veste como seus vizinhos da Macaca. Ela tenta ser bem parecida com a família de seu amante.

Cabelos masculinos

Quem pensa que só o cabelo de mulher merece atenção e cuidados especiais, se engana. Em ‘A Regra do Jogo’ cortes masculinos não pretendem passar despercebidos. Dos curtos aos longos, dos fios simples àqueles milimetricamente desenhados. Seja na Macaca ou no asfalto, cada personagem tem a sua história. Alexandre Nero está com os cabelos curtos e a barba por fazer. O ator ganhou um visual jovem para viver Romero Rômulo. Marcello Novaes, o Vavá, aparecerá com um rabo de cavalo, uma novidade na vida do ator que nunca teve cabelos tão longos. Du é Orlando, homem rico e moderno. Assim é seu corte, assimétrico e sofisticado. Juliano (Cauã Reymond) está com o cabelo quase todo raspado e Marco Pigossi, o policial Dante, mantém o corte aos moldes de um militar. Tony Ramos, que vive o fugitivo Zé Maria, tem cabelos e barbas bem longos, cultivados pelo ator durante meses. Alguns cabelos de moradores da Macaca,  como Iraque (Danilo Santos Ferreira), e de membros da facção criminosa têm um diferencial: cortes que foram feitos por um profissional experiente em trabalhar com lâmina de corte para fazer desenhos nas cabeças de quem passar por suas mãos. Tudo com o objetivo de imprimir realismo na tela da tv.

Vilã sedutora

O que ela quer? Chamar a atenção onde chega. Assim é Atena (Giovanna Antonelli). Loira, linda, poderosa e que adora ostentar, se exibir. “O João tem uma característica que é criar personagens com várias facetas. Como a Francineide, que tem uma persona chamada Atena”, diz Marie Salles, figurinista da novela. Como boa golpista, ela gosta de aparentar ser algo diferente do que é. Atena usa todos os signos e códigos que remetem à riqueza, embora a sua carteira esteja quase sempre vazia. No guarda-roupa há preto, branco e vermelho. O brilho e o dourado – uma referência ao dinheiro – são muito usados em brincos, colares, anéis e pulseiras. Atena já foi vista com anéis em quase todos os dedos. E ela curte um tipo de joia que são os anéis que escorrem pelas mãos, invenção de Marie Salles. Sexy, esse é o estilo das roupas que usa. Peças assimétricas, que valorizam os decotes e os modelos mais colados no corpo, comobodies. E nas unhas, um estilo único: uma base fosca e triângulos irregulares nas unhas de tamanho médio. Atena é exuberante. Já Francineide é bem diferente. Ela é a Atena desmontada. Nada de cabelos aos ventos, joias e bolsas. O que ela usa mesmo é a dupla short e camiseta, look que ela não revela a quase ninguém.

Quando quase tudo é de verdade – Becos e vielas

‘A Regra do Jogo’ se passa, em grande parte da trama, em uma comunidade ficcional chamada Morro da Macaca. Erguida no Projac, a cidade cenográfica tem cerca de 4 mil metros quadrados e quase 40 construções, entre casas, comércio e escolas (uma delas é de artes marciais), além de muitos becos e vielas – conforme indica o texto de João Emanuel Carneiro. México, Itália, Grécia e Brasil são inspirações para a concepção desta comunidade. “A Macaca é um lugar que deu certo. Aqui não há tanta sujeira, tantos defeitos. As casas e o comércio foram decorados e construídos com base na espontaneidade dos seus moradores”, conta Rafael Ronconi, que divide a supervisão da produção de arte com Ana Magalhães. E isso aconteceu porque as pessoas se organizaram e fizeram tudo funcionar bem. A cidade cenográfica foi um desafio para as equipes de cenografia e produção de arte, pois o objetivo foi construir um lugar crível e vivo. A cenografia, assinada por João Irênio, está usando alvenaria nas construções e um pedreiro foi contratado para fazer os acabamentos das casas. Ao longo da novela será possível ver o lugar se modificar, como acontece na vida real. A vegetação é um bom exemplo disso. Uma empresa especializada em paisagismo foi contratada para entender a geografia do lugar e, com isso, sugerir que tipo de vegetação cresceria por ali. A escola de artes marciais de Juliano (Cauã Reymond) ficou abandonada durante quatro anos – período em que ele esteve preso. Quando ele conquista a liberdade, o lugar está tomado por plantas. Outro detalhe interessante do Morro da Macaca é o uso de material reciclado. Os resíduos do Projac (madeira, ferro, grade, sucata) foram transformados em janelas, telhas, puxadinhos e portas. Quase tudo na Macaca é reaproveitado. E tem a decoração dos ambientes. Muitos objetos – a maioria deles – foram comprados já usados, como as bicicletas e todo o material da barbearia. Em alguns casos, a produção comprou mobília de moradores de comunidades ou trocou algumas peças usadas por novas, como roupa de cama. Todos esses detalhes  pra tornar tudo mais próximo do real. O hostel de Adisabeba (Susana Vieira) é um cenário que merece destaque. A personagem tem dinheiro e pode comprar o que quiser – nem sempre com muito bom gosto. Mas ela ama lustres e luminárias e, por isso, tem oito lustres em sua casa. É um lugar tropical, que mistura flores verdadeiras e falsas – de plástico e tecido. A produção também chamou profissionais especializados  para ajudar a decorar o ambiente de Adisabeba. Um artista plástico craque em fazer luminárias com o tubo do cano de descarga de carros produziu peças especificamente para a novela. A Noite da Macaca, a famosa e badalada boate, também pretende ser bem real. Lá vai tocar do jazz ao funk. E como há muito frequentador gringo, o tropicalismo do hostel também é parte da decoração desta balada. Nas ruas, nos arredores, barraquinhas de yakissoba, pastel com caldo de cana, raspadinha de gelo, hambúrguer. Uma mistura culinária para agradar os moradores e quem visita o Morro da Macaca.

Descendo a ladeira

No asfalto há um cenário muito interessante, o apartamento de Feliciano (Marcos Caruso). Ele até já teve grana no passado. Mas como nunca gostou de trabalhar – ele e sua prole –, o dinheiro foi acabando e a cobertura, localizada no Arpoador, foi se deteriorando. Ana Magalhães conta que há muita coisa quebrada, estragada. “Muitas peças que remetem à década de 1970, como as uvas de louça no centro da mesa, o espelho de sol dourado preso na parece e bibelôs de porcelana azul”, descreve Ana. Segundo ela, algumas dessas peças, separadamente, seriam até interessantes. Mas o caos nesta casa existe porque tudo virou uma grande sucata. E tende a piorar. Feliciano vai receber os seus três filhos e suas famílias para viverem juntos neste apartamento. Cada um com a sua mobília, o seu espaço e a sua confusão. Já na mansão de Gibson (José de Abreu), primo de Feliciano, a realidade é bem diferente. O gigantesco cenário é composto por peças finas, elegantes. Ali, basta bater o olho para sacar que trata-se de uma família de milionários.

Um espaço multiuso   

Além dos cenários de estúdio e da cidade cenográfica, a produção de ‘A Regra do Jogo’ conta com mais um endereço. É um estúdio fixo construído também no Projac, onde serão montadas várias locações. No espaço existem a facção criminosa, os interiores de casas do Morro da Macaca, a sede Darco (academia de polícia) e ruas ermas. “É como se tivesse uma cidade cenográfica dentro de um estúdio, onde é possível controlar tudo, luz, áudio e outras variáveis”, esclarece João Irênio, o cenógrafo da novela.

A Regra do Jogo na Internet

E se a gente descobrisse que a comunidade sonhada para ‘A Regra do Jogo’ existe e está logo aqui, pertinho de nós? Pensando em mostrar mais sobre o tema, o Gshow – em parceria com a área de Desenvolvimento e Acompanhamento Artístico da TV Globo – lança uma websérie especial para apresentar o que há de mais interessante acontecendo nos morros cariocas. Moda, estilo, esportes, dança, turismo, gastronomia, balada, arquitetura, empreendedorismo, família e amor são os temas que norteiam os episódios e retratam um lado pouco abordado das vidas nas comunidades do Rio de Janeiro. Complementando a experiência de interatividade que marca os conteúdos do portal, a ferramenta ‘Juízo Final’ proporciona ao público a oportunidade de julgar o caráter dos personagens a partir de suas ações ao longo da novela. O ambiente online traz um termômetro com a opinião dos internautas sobre as atitudes questionáveis dos personagens do folhetim. A atriz Fernanda Souza, que interpreta Mel, também conta com uma ação especial no portal. Na websérie “Mel, a figurante profissional”, ela mostra o universo dos figurantes da vida real. A atriz vai invadir o mundo dos figurantes de outras novelas e programas da TV Globo.  Valorizando cada vez mais a experiência multiplataformas o Gshow pegou carona no conceito da caixa cênica – trazido pela diretora Amora Mautner para as gravações de A Regra do Jogo – e oferece ao público uma versão alternativa das cenas assistidas na TV. Pela primeira vez, será possível ver por outros ângulos toda a movimentação dos personagens em ação e fora dela.

‘A Regra do Jogo’, tem direção de núcleo de Amora Mautner e autoria de João Emanuel Carneiro.

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