
O SBT segue fortalecendo sua presença entre as novas gerações diante de um mercado de mídia diferente daquele encontrado pelo canal em sua estreia na televisão brasileira. Presidente da emissora, Daniela Abravanel Beyruti considera o ambiente digital fundamental para alcançar esse público, mas pretende preservar características associadas à TV aberta.
Em entrevista, Daniela Beyruti aposta na credibilidade, confiança, curadoria editorial e força da marca para enfrentar as mudanças no consumo. É válido lembrar que Beyruti assumiu a presidência do SBT pouco antes da morte de Silvio Santos (1930-2024).
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Para conduzir a empresa no presente e nos próximos anos, ela defende que a programação alcance o maior número possível de espectadores, independentemente da plataforma escolhida. “As novas gerações demonstram grande afinidade com o ambiente digital”, disse ela.
“Por isso, trabalhamos para ampliar os vínculos com esse público sem renunciar aos diferenciais da TV aberta: credibilidade, confiança e curadoria editorial”, contou Daniela. A executiva afirma que o SBT pretende preservar sua proposta de oferecer conteúdo atual e brasileiro por meio de atrações próprias e também de parcerias estabelecidas com outras empresas presentes no mercado audiovisual.
“O SBT nasceu com a proposta de oferecer conteúdo relevante e atual e com DNA brasileiro. Essa essência não se perdeu e é justamente o que nos torna a TV mais querida do país. Seja por meio de produções próprias, seja em parceria com grandes players do mercado, buscamos entregar atrações de alta qualidade, incluindo reality shows, novelas, jornalismo e programas ao vivo que geram identificação genuína com o público”, contou em conversa com o ‘Meio & Mensagem’.
TV no Brasil
Para Daniela, as transformações tecnológicas também não eliminam a capacidade da televisão de contar histórias e criar vínculos com a audiência. “A televisão, no Brasil e no mundo, vive uma era de grandes transformações, impulsionada por novas tecnologias e pela força dos grandes players. Isso não diminui em nada a nossa capacidade de contar histórias e construir sonhos. Seja em cinco ou 50 anos, o SBT preservará seu legado, os valores de credibilidade, sua cultura e o dom de alegrar enormes parcelas do público”, pontuou.
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Por fim, Byruti afirmou: “Gosto de dizer que não nos posicionamos como meros produtores de conteúdo. Somos arquitetos de um patrimônio vivo, criado para viajar o mundo, habitar todas as plataformas e unir pessoas. Esse é nosso propósito e missão. Se Deus quiser, continuaremos a levar emoções à audiência, divertir e informar com responsabilidade”, disse.
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