
Manuel Belmar, diretor financeiro e de produtos digitais da Globo, comentou sobre a concorrência na transmissão da Copa do Mundo de 2026, em entrevista para a coluna Tela Plana de Kely Myashiro na Veja.
Pela primeira vez, a Globo não transmite todos os jogos da Copa, dividindo espaço com o SBT e a CazéTV. Belmar destacou que a emissora sempre enfrentou concorrência, seja na TV aberta, por assinatura ou no digital.
Ele apontou que o grande desafio atual é equilibrar os altos custos dos direitos de transmissão com a necessidade de captar a atenção de um público cada vez mais fragmentado entre diferentes plataformas.
Segundo dados do Ibope apresentados por ele, as 20 maiores audiências da Copa até agora foram na TV aberta. Mesmo transmitindo apenas metade dos jogos, a Globo alcançou 90% do público da competição, com mais de 41 milhões de pessoas assistindo exclusivamente pela emissora.

Parte do público que acompanhava a Copa em edições anteriores não está sendo alcançada pelos jogos exibidos apenas no streaming, reforçando a força da TV aberta como meio de comunicação de massa.
Belmar ressaltou que o evento não se limita às partidas, mas permeia telejornais, programas de entretenimento e redes sociais, transformando-se em assunto nacional e impactando até quem não planejava assistir.
Ele defendeu que a televisão continua sendo essencial em momentos em que o país está atento ao mesmo tema, pela sua capacidade de gerar impacto em escala e oferecer ambiente seguro e editorialmente qualificado.
“A verdade é que a Globo sempre conviveu em um ambiente de forte concorrência. Primeiro na TV aberta, depois na TV por assinatura e, agora, também no digital. Inclusive em Copas passadas, onde sempre dividimos a exibição com outros players. O que mudou foi a dinâmica das transmissões esportivas”, disparou o diretor.
Sobre CazéTV, “segundo o Ibope, as 20 maiores audiências da Copa até agora são da TV aberta. Mesmo com metade dos jogos, a TV aberta já alcançou 90% de todo o público que acompanha a competição”.
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“A TV tem um lugar muito importante nos momentos em que o país está atento ao mesmo assunto. Ela continua alcançando praticamente todos os brasileiros, com qualidade editorial, ambiente seguro e capacidade comprovada de gerar atenção e impacto em escala”, concluiu.
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