
O jornalista Guga Chacra, da GloboNews, afirmou que o processo de obtenção do Green Card nos EUA exige comprovação de vacinação, inclusive para crianças, sem possibilidade de recusa, mesmo no Texas, nesta segunda, 10 de agosto.
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro contestou, dizendo que seus filhos não foram vacinados para o visto e desafiou Chacra a pedir demissão caso provasse o contrário.
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Guga Chacra reforça que o Green Card exige vacinação obrigatória, enquanto Eduardo Bolsonaro usa o exemplo do Texas para defender “liberdade de escolha” dos pais, mas a legislação americana mostra que as regras variam por estado e não eliminam totalmente a obrigatoriedade.
“Para aplicar para o Green Card (residência permanente) aqui nos EUA, a pessoa precisa provar ter tomado uma série de vacinas”, declarou Guga. “Segue lista no link do USCIS abaixo. Isso inclui dependentes crianças. Não há liberdade de escolha nesse caso mesmo se morar no ‘Texas’. A alternativa seria não ter o Green Card. Como tem, tomou a vacina, assim como seus dependentes crianças”.
“Mesmo sem me citar, vesti a carapuça. Está insinuando que sou mentiroso, vide que recém postei este vídeo. Então proponho um desafio: se eu te provar que meus filhos não tomaram vacina para receber green card, você pede demissão da Globo News por sua incompetência jornalística?”, rebateu o político em exílio.
Ele afirmou ter usado a legislação do Texas para obter isenção de vacinação escolar para sua filha, preenchendo um formulário oficial e reconhecendo em cartório por US$ 10. No Brasil, a obrigatoriedade de vacinas infantis existe desde a ditadura militar, com a Lei nº 6.259/1975 e reforçada pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (1990).
No Texas, o estado exige vacinas para matrícula escolar, mas permite isenções por convicção pessoal/religiosa ou por motivos médicos. Essas isenções têm validade limitada e podem ser suspensas em caso de epidemias.
Nos EUA, não há regra nacional única; cada estado define suas exigências. Todos exigem vacinas básicas (MMR, DTaP/Tdap, poliomielite, varicela), mas variam nas isenções religiosas ou pessoais. Estados como Califórnia e Nova York não permitem objeções não médicas, enquanto Texas e Arizona permitem.
Volta de doenças que assombraram o Brasil no passado
Os mais antigos lembram como doenças como sarampo, Poliomelite, Coqueluche e Difteria eram terríveis, até a década de 1970. O Brasil conseguiu se livrar delas, mas agora elas voltaram.
O estado de São Paulo confirmou 23 casos de sarampo. Entre os pacientes, 16 não estavam vacinados ou tinham esquema vacinal incompleto. Dois casos são importados; os demais estão relacionados a essas infecções. Distribuição dos registros: São Bernardo do Campo (2 casos), Guarulhos (1 caso) e a capital paulista (20 casos).
O governo convocou moradores desses municípios, de 6 meses a 59 anos, a se vacinarem em Unidades Básicas de Saúde, independentemente do histórico vacinal, desde que não haja contraindicações. Há um surto localizado de sarampo em SP, com grande parte dos casos em pessoas não vacinadas. A Secretaria da Saúde reforça a importância da vacinação imediata para conter a disseminação.
As doenças como o sarampo voltaram principalmente devido à queda na cobertura vacinal no Brasil e no mundo, somada à circulação internacional do vírus e à desinformação sobre vacinas. Isso cria bolsões de pessoas vulneráveis e facilita a reintrodução da doença em locais antes considerados livres dela.
MORTE DE BENÍCIO É CONFIRMADA E DEIXA O BRASIL AOS PRANTOS: “QUE DOR”
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