
A Globo trabalha nos bastidores de uma ampla reformulação em sua estrutura jornalística, envolvendo tanto a TV aberta quanto a GloboNews.
Embora não haja qualquer confirmação oficial, já existe um movimento interno em andamento, segundo informa o renomado jornalista Flávio Ricco em sua coluna no portal LeoDias. O alcance dessas mudanças, por enquanto, ainda não está totalmente definido.
Entre ajustes considerados necessários e medidas voltadas à eficiência operacional, as mudanças previstas para os próximos meses deverão atingir a apresentação de programas e telejornais, além de promover alterações em equipes de comentaristas e até mesmo em algumas redações.
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Entre os principais objetivos estão a correção de distorções identificadas ao longo do tempo e um controle mais rigoroso da relação entre custos e resultados.
Cobertura das eleições na Globo e diretor demitido
Outro ponto levado em consideração diz respeito às lições deixadas pelo último processo eleitoral. Parte dessa reformulação busca estabelecer um equilíbrio editorial mais consistente.
Nos bastidores, existe a avaliação de que, em determinados momentos, houve excessos e desequilíbrios que acabaram se afastando dos princípios do melhor exercício jornalístico.
A saída de Flávio Bolsonaro e os desdobramentos do caso também provocaram desconforto em diferentes redações. Ver um veículo estrangeiro, como um certo portal argentino, sair na frente em episódios de grande repercussão certamente não foi algo bem recebido nos bastidores.
Vale dizer que o Grupo Globo demitiu em 15 de outubro de 2026 o diretor-geral de Mídia Impressa e Rádio, Frederic Kachar (conhecido como Fred Kachar).
A empresa desligou o executivo após ter acesso a conversas de WhatsApp entre ele e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro (do Banco Master), trocadas entre outubro de 2023 e julho de 2025.
As mensagens envolviam negociações de patrocínios, pedidos e discussões sobre reportagens (incluindo reclamações sobre matérias publicadas por jornalistas como Lauro Jardim), além de assuntos particulares.
O Grupo Globo afirmou que a conduta violava a relação ética com anunciantes e reforçou seu compromisso com a independência editorial. Kachar tinha 29 anos de trajetória no conglomerado.







