Gloria Maria e Sandra Annenberg (Globo/Raquel Cunha)
Gloria Maria e Sandra Annenberg (Globo/Raquel Cunha)

Queridas pelo público e respeitadas pela trajetória que construíram no jornalismo televisivo do país, Glória Maria e Sandra Annenberg iniciam nesta sexta-feira, dia 4, uma nova etapa em suas carreiras.

A dupla estreia na apresentação do ‘Globo Repórter’ em um programa que terá Nova York como tema. Um mergulho na cidade considerada a capital do mundo, com suas torres empresarias imponentes, apartamentos com vistas de tirar o fôlego e uma rede de metrô que recebe, por dia, o equivalente a metade da população de São Paulo. A criatividade das ruas, que abrigam as mais diversas religiões, culturas e etnias, surpreende com sua constante evolução.

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Entrevista com Glória Maria

O que o público pode esperar deste novo ciclo do Globo Repórter?

O programa se mantém como sempre, mas com duas caras novas na apresentação que foi, por tantos anos, feita pelo ícone que é o Sérgio Chapelin. É uma responsabilidade enorme. O ‘Globo Repórter’ é um programa sólido e queremos manter esse carinho que o público tem por ele. O que atrai o telespectador é o assunto, a reportagem, a notícia. Nosso desafio é achar o melhor caminho para levar isso até as pessoas da melhor e mais carinhosa forma possível.

Você já faz parte da história do Globo Repórter. Quais foram os principais desafios que teve nestes anos de programa?

Foram inúmeros. Cada viagem tem um desafio diferente. O mundo é um desafio. Cada vez que você viaja, se depara com situações surpreendentes. Produzir uma matéria sobre a primavera na Holanda, por exemplo, pode parecer simples, já que o país é conhecido justamente por sua exuberância neste período. Mas, nesse caso, o desafio está em encontrar maneiras diferentes de falar sobre o assunto, de mostrar essa natureza de uma forma interessante para quem já conhece e para quem nunca viu. Cada reportagem e cada pedaço do mundo têm um obstáculo e uma superação completamente diferentes.

Qual o principal ingrediente do sucesso do Globo Repórter?

A primeira coisa é o respeito e a atenção com o público. Nós trabalhos para ele. Hoje vemos que as pessoas gostam muito do mundo. E não só um mundo de paisagens, mas um mundo de cultura, de conhecimento. Não é a beleza do país que atrai, é a história. O ‘Globo Repórter’ tem essa preocupação de levar um mundo de verdade, de sentimento, emoção e alma para casa das pessoas. É a primeira qualidade que o programa. Trabalhar com paixão, pensando nas pessoas que estão nos vendo.

Você passa muita verdade no vídeo, qual a receita?

Não é uma questão de carisma, é uma questão de paixão pelo que se faz. Todo mundo que me conhece sabe que tudo que faço é com entrega total. Todos sabem que não sou uma heroína. Eu não sei nadar, por exemplo, e mergulho. Me entrego em qualquer desafio que surgir. Essa é a diferença. Aprendi a fazer desse jeito a vida inteira, seja cobrindo política, economia ou guerra. Eu não mudei. Mudo de programa, mas sempre da mesma forma, com alma e paixão.

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Entrevista com Sandra Annenberg

Como você está encarando esse novo desafio profissional na sua vida?

Estou recebendo um dos maiores presentes da minha carreira, estou feliz da vida. Depois de ter passado por todos os telejornais, chego ao único programa jornalístico do qual ainda não tinha participado nesses 28 anos de Globo. Apresentei o ‘Jornal Hoje’ por 18 anos, onde fui muito feliz, e o convite para fazer o ‘Globo Repórter’ veio na hora certa. Estou preparada para trilhar esse caminho. Como é bom, aos 51 anos, sentir o frio na barriga de um novo desafio.

Como é ter o Sergio Chapelin como referência na apresentação de telejornais?

Eu e o Brasil acompanhamos o Sérgio Chapelin e o Cid Moreira narrando a história, maiores referências não há. Quando comecei no jornalismo da Globo, em 1991, fui a primeira apresentadora do tempo do ‘Jornal Nacional’ e era chamada toda noite pelo Sérgio e pelo Cid. E agora estou, junto com a Glória, apresentando o programa que foi comandado por um profissional que foi minha inspiração. Me sinto honrada. Na verdade, Sérgio é insubstituível. A voz dele ficará pra sempre ecoando nos nossos ouvidos.

Como é para você estar apresentando o Globo Repórter ao lado da Gloria Maria?

Estar ao lado da Glória é uma glória. Talentosa e generosa, Glória me recebeu de braços abertos. Só tenho a agradecer. Ela é mais uma referência para todos nós. E agora, juntas, vamos construir uma nova história em um novo momento do ‘Globo Repórter’.

O que o público pode esperar dessa nova fase do Globo Repórter?

O ‘Globo Repórter’ continuará sendo o espaço reservado para grandes histórias, temas importantes, lindas viagens, incríveis descobertas com diversão e emoção. Agora, com a apresentação de duas mulheres. E contando sempre com a sua companhia do público. Deixo aqui o convite para que todos se juntem a nós nesta nova jornada.

O ‘Globo Repórter’ vai ao ar nesta sexta-feira, 4, após ‘A Dona do Pedaço’.



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