Pedro Bial e Dan Brown (Globo/Divulgação)
Pedro Bial e Dan Brown (Globo/Divulgação)

Ao longo de 199 edições, o ‘Conversa com Bial’ já recebeu ex-presidentes, ministros, cantores, atores, cientistas, artistas, historiadores e escritores.

Nesta segunda-feira, dia 21, quando o programa chega à edição 200, Pedro Bial traz mais um bate-papo inspirador, desta vez com o best-seller Dan Brown. Pai das histórias do simbologista Robert Langdon, que apareceu pela primeira vez em “O Código da Vinci”, o escritor recebe Bial na casa de seu pai, na Flórida (EUA). No palco do ‘Conversa’, o jornalista científico e escritor Reinaldo José Lopes e o escritor de suspense Raphael Montes comentam aspectos da obra do americano.

Brown conta que a educação que recebeu em casa foi crucial para seu desenvolvimento criativo e o apreço por enigmas, uma vez que o pai, matemático, adorava propor desafios aos filhos. E o próprio Richard Brown faz questão de contar a Bial como traçou o caminho para as crianças – uma realidade que já não era comum há mais de 50 anos. “Jogávamos palavras cruzadas, jogo da velha e xadrez. Dan, Valerie e Gregory gostavam muito de ler”, afirma Richard, que conta que o filho criou sua primeira história aos cinco anos de idade. “Ele ditou para a mãe, ela datilografou, colocou entre dois pedaços de papelão e Dan fez a capa”, orgulha-se. Os Natais em família eram repletos de “caça ao tesouro”, uma forma de fazer com que as crianças aprendessem a decifrar enigmas desde cedo.

“Quando começo a escrever uma história, já sei o final. Elas são muito bem planejadas, então, para saber se vai ter uma reviravolta, preciso saber como será o final”, revela Brown, que vendeu 80 milhões de exemplares de “O Código Da Vinci”.

Em alguns momentos, sua escrita é influenciada por fatores externos, que podem fazê-lo alterar cenas. “Eu faço 50% da pesquisa antes de começar. Em ‘Origem’, quis escrever sobre um período muito antigo, sobre cristianismo, inteligência artificial. Estava na Espanha e tinha escrito quase tudo. Quando fui à Sagrada Família, pela terceira vez, reparei em uma escada que não tinha visto antes. Era uma escada espiral assustadora. E percebi que era perfeita e que um personagem tinha que morrer ali. Tive que reescrever a cena e isso virou a capa do livro”.

A questão religiosa é um ponto delicado de suas obras, que já causaram polêmica com a Igreja Católica. “Se alguém me perguntasse: ‘Deus existe?’, eu não saberia responder apenas sim ou não. Diria que provavelmente não, por conta da minha experiência, mas posso estar errado. Espero ir para um lugar lindo e encontrar minha mãe quando morrer”, finaliza.

Exibido após o ‘Jornal da Globo’, ‘Conversa com Bial’ tem direção artística de Monica Almeida e direção de conteúdo de Ingo Ostrovsky.

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