
O presidente do STF Edson Fachin bateu de frente com Gilmar Mendes e o Judiciário nesta quarta, 24 de junho. Ele afirmou que o momento atual do Brasil exige das instituições públicas, especialmente o Judiciário, maior transparência, prestação de contas e autorreflexão sobre suas falhas, após ser chamado de “juvenil” por Gilmar.
Foi instalado um grupo no Supremo para discutir uma ampla reforma do sistema de Justiça, com foco em modernização e aperfeiçoamento.
Os debates incluirão governança judicial, inovação institucional, transformação digital, eficiência jurisdicional, racionalização processual, cooperação entre órgãos públicos, ampliação do acesso à Justiça e fortalecimento da confiança da população.
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Fachin pediu que as propostas sejam apresentadas até 15 de novembro (Proclamação da República), mas o prazo oficial é 19 de dezembro. Ele citou a lentidão dos processos, custos elevados, linguagem jurídica inacessível e desigualdade no acesso à Justiça como desafios que precisam de respostas concretas.

Fachin defendeu que o Judiciário deve se abrir à crítica e buscar soluções práticas para tornar a Justiça mais eficiente, acessível e confiável para a sociedade.
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“O momento que vivemos no país exige das instituições republicanas não apenas a prestação de contas pelo que fazem, mas também uma disposição sincera à autorreflexão sobre o que ainda não fazem bem o suficiente”, disparou o togado.
“A demora excessiva, o custo proibitivo, a linguagem inacessível, a desigualdade no acesso à tutela jurisdicional, tudo isso tem rosto e tem endereço. Este grupo existe, em última análise, para contribuir com respostas à altura dessas demandas”, detonou.
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