
Após a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva, o Partido dos Trabalhadores (PT) passou a enfrentar uma disputa interna. O presidente nacional da sigla, Edinho Silva, articula o afastamento de integrantes acusados de não terem se empenhado na campanha. Entre os alvos está Washington Quaquá, prefeito de Maricá (RJ) e vice-presidente do partido.
Prefeito troca farpas com chefe do PT e dispara: “Mentiroso, intrigueiro”
Em reunião da Executiva Nacional, Edinho mencionou uma possível saída negociada de Washington. O prefeito rejeitou a proposta e atacou o dirigente. “Não tem saída. Que saiam os incomodados. Se ele está incomodado com a divergência, ele que saia. O PT é um partido democrático.“, afirmou logo a princípio.
Logo depois, o maricaense ainda chamou Edinho de “mentiroso”, “intrigueiro” e “fofoqueiro”. De acordo com Quaquá, ele vai procurar ajuda pessoalmente Lula para ajudá-lo. “Não devo nada. Não existe crime de opinião no PT. Então os hipócritas que apresentem o que têm, porque opinião divergente no PT não é crime. Não somos nós os fascistas.”, declarou.
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Declarações sobre os Brazão e foto com Pazuello aumentam pressão sobre prefeito
Entre os motivos do desgaste estão declarações de Quaquá sobre a família Brazão, acusada de mandar matar Marielle Franco. Além de comentários sobre uma operação policial no Rio e uma foto ao lado de Eduardo Pazuello, ex-ministro de Jair Bolsonaro (PL).
Em suma, a crise também expõe divergências dentro do grupo Construindo um Novo Brasil (CNB), do qual Lula, Edinho e Quaquá fazem parte.
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Enquanto Edinho defende que o PT deixe de ser “um amontoado de projetos pessoais“, Quaquá reagiu citando doações de R$ 5,7 milhões recebidas pelo diretório municipal do partido em Araraquara entre 2025 e 2026.







