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O padre Marcelo Rossi foi condenado após uma acusação de plágio, e a partir desta sexta-feira (12), o livro ‘Ágape’, seu grande sucesso, está proibido de ser comercializado.

De acordo com o jornal O Dia, a liminar foi deferida pelo desembargador Gilberto Campista Garino, da 14ª Vara Cível do Rio, que acatou os argumentos da escritora carioca, Izaura Garcia, de 62 anos, através das advogadas Carolina Miraglia e Mariana Sauwen, do escritório Miraglia & Sauwen, de que o sacerdote plagiou um de seus textos. O desembargador proibiu o religioso de publicar, comercializar e distribuir o livro.

“Tudo bem ponderado, defiro parcialmente a tutela provisória de urgência, a fim de que os agravados suspendam a publicação, distribuição e venda de exemplares da obra Ágape, até que comprovem a retificação de autoria do texto “Perguntas e Respostas – Felicidade! Qual é?”, nela veiculado, atribuindo-o corretamente à agravante (Izaura Garcia), ou até que o suprimam, sob pena de multa equivalente ao dobro do valor comercial de cada exemplar publicado, distribuído e/ou vendido (dependendo do tipo de material da capa, o livro custa entre R$ 14 e R$ 70 no comércio), na forma do art. 537, caput da Lei Federal n.º 13.105/2015”, escreveu o desembargador no seu despacho, que o jornal teve acesso.

A defesa do padre Marcelo Rossi e da Editora Globo Livros disse que só se pronunciará depois que ambos forem notificados.

A advogada Carolina Miraglia disse que a decisão do desembargador Gilbeto Campista Garino é mais que justa, já que com base na Lei de Direitos Autorais, a causa chega a R$ 53 milhões.

“É preciso deixar bem claro que não foi Izaura que pediu esse valor. Trata-se de lei, que tem que ser cumprida. Além disso, algumas críticas alegando que minha cliente quer supostamente ganhar dinheiro à custas do padre, não procedem. Porque foi Marcelo Rossi que ganhou dinheiro, e muito, a ponto de construir um templo, com o único texto que consta no livro, essencialmente de passagens bíblicas, de autoria de Izaura. Na verdade, Marcelo Rossi enganou todos os seus leitores, no mundo inteiro”, justificou a advogada.

Já Izaura disse que está esperançosa que a justiça será feira. “Sempre confiei que a justiça não se sucumbiria à força e ao dinheiro da outra parte. Confio em Deus e na competência do nosso judiciário”, afirmou.

O processo

A escritora Izaura Garcia, resolveu processar o Padre Marcelo Rossi e a Editora Globo, isso porque, segundo ela, o livro do padre, Ágape, tem um texto dela, o qual ela não autorizou a ninguém usá-lo.

Em um áudio enviado para o programa “A Tarde é Sua”, de Sonia Abrão, a mulher explicou melhor a sua situação. “Muitas pessoas estão pensando que autorizei e depois descumpri. Não é nada disso. Eu saí pra comprar esse livro e, quando comecei a ler, me deparei com meu texto. Entrei em contato e chegamos a um acordo que, posteriormente, seria corrigido. Infelizmente, não foi isso que aconteceu. Não quebrei o contrato e não estou atrás de mais dinheiro. Apenas estou cobrando aquilo que é meu direito”, disse a escritora.

A escritora está alegando não ter sido creditada em um texto seu que foi reproduzido em uma página e meia no best-seller do padre. Saiba mais!

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