Karol Conka – Reprodução/Bruno Trindade

A cantora Karol Conka é uma ativista pelos direitos humanos e luta pela liberdade das mulheres. Em suas músicas, ela busca falar de problemas sociais, preconceito e feminismo.

Karol abriu o coração em entrevista ao falar sobre a triste realidade que faz parte da vida de tantas mulheres ao redor do mundo, e usou a avó para falar de resistência.

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“Ela me ensinou muito sobre força, garra e sobre fazer justiça. Tenho isso nas minhas músicas. Minha avó era espancada diariamente pelo marido e ele só parou [de bater nela] quando ela reagiu. Uma vez, ela falou: ‘Ergueu a voz, erga a mão’. Na escola, os meninos me chamavam de Pelézinho. ‘Ah, é? Deixa eu fazer gol então!’. E chutava as partes íntimas deles. Eu saía na mão”, contou a cantora.

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Durante papo com a revista Quem, Karol também confidenciou uma triste situação que aconteceu com ela e com uma professora, mas que a encheu de forças para lutar contra o racismo. “Uma delas [professoras] me xingava de nomes que não é legal para falar para uma criança só porque ela é negra. Tinha um ou dois professores com mais empatia que entendiam que minha realidade era diferente dos outros alunos. O que eu achava engraçado é que eu não tinha amigas negras na escola, elas não se falavam muito. Em Curitiba, o negro aprende a ser negro se tiver alguém ensinando.”

Com base na experiência de vida que adquiriu, a cantora busca todos os dias passar bons ensinamentos ao filho de 13 anos, Jorge. “Sempre explico para ele que ele tem que se colocar no lugar do outro. A escola dele não admite bullyng. Ele tem amigos gays, bissexuais. Vemos seriados juntos, falamos sobre sexo, drogas, essa fase dele de descoberta. Ele é bem amorzinho”, disse Karol.



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