Rafa Brites/Reprodução Instagram
Rafa Brites/Reprodução Instagram

A manhã deste domingo (17), foi de muita comoção e lição de moral para os seguidores de Rafa Brites. A apresentadora compartilhou em seu Instagram, uma história que passou com a sobrinha.

Na publicação, Rafa Brites compartilhou uma foto de um lápis e, na legenda, contou o ocorrido e fez um longo desabafo sobre o racismo.

“Minha sobrinha de 6 anos chegou chorando da escola pois havia brigado quando a amiga pediu o lápis” cor da pele” emprestado e ela logo rebateu: “Não existe esse lápis. Porque ele pode ser de muitas cores diferentes”. Ela chorando me falou: “Tia não existe essa cor! A minha pele é bege mas poderia ser marrom, amarela, vermelha. Isso é muito feio falar! Tia o esmalte que chama nude tem que ter todas as cores!”, iniciou.

Em seguida, ela deu um breve comentário sobre as palavras da sobrinha: “Ali eu percebi como cresci na ignorância. Como durante quase todos os anos da vida eu usei as palavras: denegrir, mercado negro, a coisa da preta, mulata sem ao menos entender a origem disso tudo. Ví como eu estudei tantas culturas na escola: Babilônia, Incas, Maias, Gregos, Romanos… mas a historia da África só aparece nos livros com figuras da escravidão. A história dos índios aqui no Brasil começa com a colonização. Ta tudo errado”.

No texto, Rafa também refletiu sobre sua situação e que nunca sentiu na pele o que realmente é o racismo: “Ta tudo errado! Eu sendo branca e rica nunca sofri preconceito pela minha cor eu nunca vou saber o que é isso. Não tenho nem repertório para discutir esse assunto. Não senti nada disso na pele”.

“Ah mais minha turma de amigos é negra… pra mim somos todos iguais… bla bla bla. Tudo conversa afiada! Eu achar que a minha vida não vale mais que a de ninguém é um discurso ético… filosófico. Ele nâo muda a realidade desigual”, continuou.

Para finalizar, a apresentadora deixou uma mensagem:  “É grave acharmos normal essa segregação. Mas eu quero aprender. Quero não falar m***a sobre esse assunto… Quero não ofender. Quero não tomar o lugar de fala que não é meu. Não sou eu, branca, que vou ensinar a ser anti-racista. Eu quero aprender para replicar (…) O caminho é longo. Me ensinem. Me orientem. Me treinem. Me alertem. Me iluminem. Me desculpem”.

Veja a publicação:

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Minha sobrinha de 6 anos chegou chorando da escola pois havia brigado quando a amiga pediu o lápis" cor da pele" emprestado e ela logo rebateu. Não existe esse lapis. Pq ele pode ser de muitas cores diferentes… Ela chorando me falou: tia não existe essa cor! A minha pele é bege mas poderia ser marrom, amarela, vermelha. Isso é muito feio falar! Tia o esmalte que chama nude tem que ter todas as cores! Alí eu percebi como cresci na ignorância. Como durante quase todos os anos da vida eu usei as palavras: denegrir, mercado negro, a coisa da preta, mulata sem ao menos entender a origem disso tudo. Ví como eu estudei tantas culturas na escola: Babilônia, Incas, Maias, Gregos, Romanos… mas a historia da África só aparece nos livros com figuras da escravidão. A história dos índios aqui no Brasil começa com a colonização. Ta tudo errado! Eu sendo branca e rica nunca sofri preconceito pela minha cor eu NUNCA vou saber o que é isso. Não tenho nem repertório para discutir esse assunto. Não senti nada disso na PELE. Ah mais minha turma de amigos é negra… pra mim somos todos iguais… bla bla bla. Tudo conversa afiada! Eu achar que a minha vida não vale mais que a de ninguém é um discurso ético… filósofico. Ele nâo muda a realidade desigual. Ele não muda o numero de negros mortos por dia no Brasil… Ele não muda o desrespeito fudido com que é tratada essa história. Por isso repito. Eu sou, (cada vez menos) mas ainda sou uma IGNORANTE. Por tantas vezes que ignorei e esse abismo que existe ou pelas vezes que nem percebí perdida dentro do meu racismo estrutural.É grave acharmos normal essa segregação. Mas eu quero aprender. Quero não falar merda sobre esse assunto… Quero não ofender. Quero não tomar o lugar de fala que não é meu. Não sou eu branca que vou ensinar a ser anti racista. Eu quero aprender p/ replicar Quero ouvir os negros falando. Quero ler mulher negra me ensinando com: Quem tem medo do feminismo negro? E estar a serviço dessa dívida fdp que tenho por competir sem pé de igualdade. Agir. O caminho é longo. Me ensinem. Me orientem. Me treinem. Me alertem. Me iluminem. Me desculpem .

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