Após derrotas, Lula muda de discurso sobre Congresso

Presidente adota tom conciliador após derrotas e tensões com Legislativo.

Amanda Souza
Amanda Souza
Jornalista e redatora há 7 anos. Escrevo o que vejo, o que sinto e o que vivo. De MT para o mundo que ainda sonho em conhecer.
Lula - Foto: Governo Federal
Lula – Foto: Governo Federal

Após sofrer com derrotas no Congresso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) escolheu mudar de tom e optou pela conciliação para encerrar o ano político.

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Durante a última reunião ministerial, Lula suavizou o discurso em relação ao Congresso Nacional, palco de recentes derrotas e atritos para o Palácio do Planalto, como o adiamento da sabatina de Jorge Messias ao STF e os conflitos na dosimetria.

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Lula muda de tom e busca aproximação com Congresso

Apesar dos impasses, o presidente Lula apresentou um balanço positivo do Legislativo. “Estou grato por tudo o que foi aprovado até agora”, declarou, definindo as votações recentes como “uma vitória da conversa”.

Lula foi além na diplomacia, citando nomes e cultivando uma imagem de harmonia. Referiu-se ao ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco como “amigo” e estendeu o elogio aos atuais presidentes da Câmara e do Senado, Davi Alcolumbre e Hugo Motta.

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Em um discurso que busca apagar a narrativa de conflito, ele minimizou as disputas: “De vez em quando tem uma manchete no jornal: governo perdeu, governo ganhou. Governo não perde nem ganha. O que é bom é se o povo ganha. Se o povo ganha, é isso que interessa para nós”.

Essa busca em aproximar do Congresso não é mudança recente. Nos últimos dias, Lula ligou para o presidente da Câmara dos Deputados Hugo Motta (Republicano-PB), a fim de apaziguar a relação com o Legislativo.

O vínculo entre o Palácio do Planalto e a Câmara dos Deputados passa por um período de tensão. Nos últimos meses, divergências profundas em matérias sensíveis contribuíram para um ambiente político cada vez mais carregado.

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Entre os pontos de divergência, destacam-se os embates em torno da proposta de Lei Antifacção e a recente aprovação do projeto que atenua as penas aplicadas aos envolvidos nos atos do 8 de janeiro.

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Amanda Souza
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