
O advogado Frederick Wassef, conhecido por sua atuação na defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi condenado pela Justiça do Distrito Federal a pagar R$ 54.853,11 ao Condomínio Residencial Alta Vista, localizado no Lago Sul, Brasília. Este valor refere-se a taxas condominiais em atraso relacionadas à sua mansão.
O montante liberado inclui R$ 48.097,27 que serão destinados ao condomínio e R$ 6.755,84 para a advogada que representa o residencial, a título de honorários.
A execução da cobrança refere-se a mensalidades não pagas desde 2022. O juiz determinou que o condomínio apresente, em até cinco dias após o recebimento dos valores, os cálculos atualizados da dívida, descontando o montante transferido.
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Em setembro do ano anterior, Wassef também foi condenado a pagar R$ 668,59 por débitos condominiais vencidos em 22 de outubro de 2024. Wassef comprou a mansão em 2022 por R$ 3,7 milhões e realizou reformas antes de se mudar.

Wassef também já foi condenado a 1 ano e 9 meses de prisão, em regime aberto, por injúria racial contra uma atendente de pizzaria em 2020. A pena foi substituída por restrições de direitos e uma indenização de R$ 6 mil.
A Polícia Federal (PF) apontou Wassef como suspeito de participar de um esquema de peculato e lavagem de capitais. O esquema envolve a suposta venda ilegal nos Estados Unidos de presentes oficiais recebidos pelo governo de Jair Bolsonaro. Ele assumiu que viajou aos EUA para recomprar um relógio Rolex de ouro — que havia sido recebido de presente oficial da Arábia Saudita e vendido ilegalmente, mas o caso terminou em pizza até o momento.
Lembram do Queiroz?
Embora não tenha resultado em condenação criminal direta por esse ato específico, Wassef ganhou grande notoriedade nacional em junho de 2020, quando Fabrício Queiroz — ex-assessor de Flávio Bolsonaro investigado no esquema de “rachadinhas” — foi preso enquanto estava escondido em um imóvel de Wassef na cidade de Atibaia, interior de São Paulo.
O caso envolve também os cheques de Michelle Bolsonaro de repasses feitos por Fabrício Queiroz (ex-assessor de Flávio Bolsonaro) e sua esposa, Márcia Aguiar, para a conta da então primeira-dama entre 2011 e 2016.
A quebra do sigilo bancário de Fabrício Queiroz apontou que ele depositou 21 cheques que somavam R$ 72 mil na conta de Michelle Bolsonaro. Com depósitos feitos também por Márcia Aguiar (R$ 17 mil), o total repassado chegou a R$ 89 mil. O caso caducou e foi arquivado em 2021. Eita família perseguida!
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