
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, enfrenta uma situação crítica em sua liderança, pressionado pelo avanço das oposições e pela falta de uma maioria no parlamento.
Em um ato de desespero, o condenado pelo Tribunal Penal Internacional criminoso de guerra e genocida denunciou, sem apresentar provas, que o processo eleitoral foi “roubado”.
Essa declaração surge em um momento em que a contagem dos votos das eleições legislativas indica que sua permanência no cargo é inviável, permitindo que uma coalizão de oposição, incluindo partidos árabes, possa alcançar os 61 assentos necessários para sua destituição.
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Netanyahu, isolado e sob pressão internacional devido a suas ações na Faixa de Gaza, recorreu a uma retórica semelhante à utilizada por líderes da extrema direita global, como Donald Trump e a família Bolsonaro.
Ele fez acusações infundadas de fraudes eleitorais, direcionando ataques ao Comitê Central Eleitoral, à polícia e ao serviço de inteligência de Israel (Shin Bet). Em suas publicações no X (antigo Twitter), ele alegou que partidos árabes estavam envolvidos em uma operação criminosa para manipular as eleições.
Netanyahu afirmou que “as eleições no Estado de Israel foram roubadas por partidos árabes que apoiam o terrorismo“, acusando-os de suborno, ameaças e uso de softwares proibidos para mobilizar eleitores.
“As eleições no Estado de Israel foram roubadas por partidos árabes que apoiam o terrorismo e a eliminação do Estado judaico por meio de crimes penais graves de suborno, ameaças, violência, falsificações e uso de softwares proibidos para mobilização de eleitores”, disparou.
Ele também pediu que as autoridades de segurança agissem “com mão de ferro” contra as alegações de fraude.
“O Partido Likud está enviando à polícia, ao Shin Bet e ao Comitê Central Eleitoral centenas de testemunhos e evidências de roubo de eleições em muitas seções eleitorais árabes — milhares de envelopes com dinheiro em espécie e votos da Ra’am, ameaças e violência contra membros das seções eleitorais, múltiplos eleitores atrás do biombo, votações em dupla identidade (…). Isso é um ataque grave à democracia israelense e ao direito de voto dos cidadãos de Israel. Os órgãos de aplicação da lei devem agir com mão de ferro e de forma imediata”, declarou ele.







