Caso Henry Borel: advogada deixa defesa de Monique em meio à disputa judicial

A medida ocorre justamente quando o caso entra em uma nova etapa de disputa judicial

Núcia Ferreira
Núcia Ferreira
Jornalista carioca com passagens pelas revistas Conta Mais, TV Brasil e TV Novelas. No site Área VIP, além de redatora, é repórter especialista em Celebridades, TV e Novelas.
Monique Medeiros – Tomaz Silva/Agência Brasil

Nesta quinta-feira (09), a advogada Florence Rosa confirmou que deixou a defesa de Monique Medeiros, mãe de Henry Borel. Na semana passada, após o julgamento, Monique foi considerada culpada por omissão diante da tortura sofrida pela criança, mas teve o benefício do perdão judicial em relação ao homicídio culposo, sem intenção de matar.

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A medida ocorre justamente quando o caso entra em uma nova etapa de disputa judicial, em meio à preparação dos recursos que tentam reverter parte da sentença. Em nota publicada nas redes sociais, Florence afirmou que sua contratação se limitava à atuação no plenário do Tribunal do Júri, mas revelou que a chegada de um novo advogado para atuar na fase recursal levou ao encerramento de sua participação no caso.

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Segundo a defensora, a decisão foi tomada em comum acordo diante de divergências sobre a estratégia jurídica a ser adotada daqui para frente. “Com a chegada de um novo colega à defesa, e, diante de uma legítima incompatibilidade de estratégias defensivas, decidimos, em comum acordo, encerrarmos a nossa atuação no caso”, escreveu Florence Rosa, que atuou durante os 11 dias de julgamento no plenário, em suas redes sociais.

A advogada também afirmou que havia disposição para continuar atuando no processo após o julgamento, mas destacou que a coerência na condução da defesa deve prevalecer.  “A divergência quanto à condução técnica é circunstância natural do exercício da advocacia, e a coerência estratégica é pressuposto da plenitude de defesa”, disse a nota.

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Disputa na Justiça

A mudança acontece em um momento decisivo. Após mais de 11 dias de julgamento, o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, foi condenado a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, tortura e coação no curso do processo. Monique recebeu perdão judicial por homicídio culposo. Os jurados, porém, reconheceram que ela praticou omissão na tortura contra o filho, ao deixar de agir para impedir as agressões sofridas por Henry. A pena fixada foi de um ano e quatro meses de detenção, mas acabou extinta após a concessão do perdão judicial pelos jurados. A sentença, no entanto, está longe de encerrar o caso.

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O julgamento do caso de Henry Borel teve um desfecho insatisfatório. Após dez dias de deliberações, o ex-vereador Jairinho foi condenado por homicídio duplamente qualificado e tortura contra o enteado. A sentença impôs mais de 43 anos de prisão ao acusado. Por outro lado, Monique Medeiros recebeu perdão judicial após ser sentenciada por omissão. Leia mais…

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Jornalista carioca com passagens pelas revistas Conta Mais, TV Brasil e TV Novelas. No site Área VIP, além de redatora, é repórter especialista em Celebridades, TV e Novelas.
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