
Nesta segunda-feira (25), a juíza Elizabeth Machado Louro, do 2⁰ Tribunal do Júri da Capital, interrompeu o julgamento do caso Henry Borel. A interrupção aconteceu depois que a magistrada negou mais 23 requerimentos da defesa de Jairo Santos Souza Junior para anular parcial ou integralmente o julgamento da morte do menino. O júri foi suspenso sem que nenhuma das testemunhas tenha sido ouvida.
Pela manhã, o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, réu pela morte de Henry Borel, já havia pedido o adiamento. Ele anunciou a destituição de seus advogados e alegou estar sem condições de prosseguir no julgamento após o advogado Fabiano Tadeu Lopes ter sofrido um infarto no último sábado, não podendo comparecer ao tribunal.
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Ao falar diretamente com a juíza Elizabeth Machado Louro, Jairinho afirmou que havia pedido ainda no domingo que o júri fosse mantido, mas disse ter sido informado posteriormente de que os demais integrantes da equipe não conseguiriam substituir adequadamente o advogado responsável pelo caso. Segundo ele, Fabiano Lopes é quem possui maior conhecimento sobre três processos sob sigilo que envolvem pessoas que deverão prestar depoimento durante o julgamento.
Na parte da tarde, um dos requerimentos apresentados pela defesa de Jairinho pedia que a ré Monique Medeiros fosse interrogada antes, alegando que Monique se tornou testemunha ao passar a acusar Jairo e que sua oitiva por último poderia influenciar os jurados. “A esse juízo cabe analisar provas e não um exercício de futurologia. Nesse caso, há a assessoriedade da suposta participação da ré Monique com relação à suposta autoria do acusado Jairo. Aqui há que se ter mente o princípio do direito em que o réu assessor segue o principal, não cabe do inverteram-se tais posições”, decidiu a magistrada.
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