
A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master, pediu nesta sexta-feira, 18 de setembro, a revogação da prisão preventiva dele decretada no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura uma rede de crimes envolvendo a instituição financeira.
Daniel Vorcaro acabou sendo preso pela segunda vez há mais de seis meses e atualmente ocupa uma cela no 19º Batalhão da Polícia Militar no Distrito Federal, conhecido como Papudinha.
De acordo com a Polícia Federal, Vorcaro seria o líder de uma organização criminosa para captação de recursos ilícitos e teria montado uma rede de monitoramento e influência, com potencial infiltração nas mais elevadas instâncias de diversas instituições da República.
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Diante dos pedidos da defesa do ex-banqueiro, os mesmos vão ser analisados pelo ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).
No pedido, os advogados de Vorcaro alegam ao Supremo que o prazo de 90 dias para reavaliação dos elementos para a prisão, como determina o Código de Processo Penal, venceu no fim de agosto e não houve análise pelo tribunal sobre se os critérios para a manutenção da medida permanecem válidos.
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Além disso, citam a indefinição da sessão do STF que decidiria se o ministro Alexandre de Moraes deveria ser investigado pelo seu suposto envolvimento no caso Master. A defesa alega ainda que Vorcaro tem tentado cooperar com as investigações e com a Justiça.
“As oportunidades de se manifestar verbalmente foram escassas, mas em todas elas o peticionário [Vorcaro] se colocou à disposição das autoridades e reiterou o desejo de colaborar formalmente, oferecendo-se para relatar os fatos de que tem conhecimento, inclusive para otimização das investigações“, disse a defesa.
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