
Foto: Ricardo Stuckert/PR
Estudo realizado pelo Cebrap e Anker Research Institute calculou salários dignos em 79 macrorregiões brasileiras, todos acima do salário mínimo de R$ 1.621.
Em São Paulo, uma família de quatro pessoas precisaria de R$ 6.155 mensais; um adulto em tempo integral, R$ 4.022.
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Diferenças regionais no Brasil:
- Fortaleza tem o menor valor mediano para uma pessoa (R$ 2.773).
- Sul de Roraima registra o menor salário digno (R$ 1.904).
- Porto Alegre apresenta o maior (R$ 4.763).
A metodologia incluiu custos de alimentação, moradia, transporte, saúde, educação, cultura, comunicação e uma reserva para imprevistos, visando subsidiar políticas públicas e analisar desigualdades regionais.
O objetivo foi fornecer indicadores regionais e setoriais que vão além do salário mínimo, permitindo avaliar desigualdades salariais, participação das mulheres no mercado de trabalho e condições de vida urbana.
Em breve será lançado um painel interativo para detalhar salários dignos por região, comparando-os com a linha de pobreza do Banco Mundial e salários médios do setor formal.
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Em resumo, o estudo mostra que viver dignamente no Brasil exige salários muito superiores ao mínimo atual, com grandes variações entre regiões, reforçando a necessidade de políticas públicas mais realistas.

Ainda assim, os governos que mais valorizaram o salário mínimo no Brasil foram os de Luiz Inácio Lula da Silva (2003–2010), com ganhos reais acumulados de mais de 60% acima da inflação. Em contraste, Michel Temer e Jair Bolsonaro praticamente abandonaram a política de valorização, limitando-se a reajustes pela inflação, o que resultou em estagnação ou perda de poder de compra.
Dilma ainda manteve ganhos, mas em menor escala. O atual governo Lula (3º mandato) retomou a valorização, com reajustes acima da inflação já em 2023.
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