
No dia 23/07/2026, um trem da empresa Trivia Trens, que assumiu recentemente as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, pegou fogo na Linha 12-Safira, próximo à estação Bresser-Mooca, no terceiro dia de operação da concessionária. Não houve vítimas, mas o interior do vagão ficou destruído.
O incêndio causou queda de energia, paralisação de ramais da CPTM e obrigou passageiros a caminhar pelos trilhos. O Serviço Expresso Aeroporto também foi suspenso.
Passageiros tiveram que recorrer ao metrô, ônibus e até apoio de policiais militares para atravessar muros e chegar à avenida Celso Garcia. A concessionária acionou o plano Paese, mas usuários relataram falta de informações. Desde o primeiro dia de operação (21/07), a Trivia Trens acumulou atrasos, superlotação e interrupções. O incêndio foi o episódio mais grave até então.
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O ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad, já havia criticado o modelo antes do incêndio, destacando problemas de superlotação. O episódio reforçou questionamentos sobre a política de privatizações do governo Tarcísio de Freitas.
A concessão, vencida pelo Grupo Comporte, tem duração de 25 anos e prevê R$ 14,3 bilhões em investimentos. A operação plena está prevista para 2027. A lei exige regularidade, eficiência e segurança, mas os primeiros dias mostraram falhas graves. Problemas semelhantes já vinham ocorrendo em outras linhas privatizadas, como as linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda, operadas pela ViaMobilidade, que acumulam descarrilamentos e falhas elétricas.
Dessa forma, o incêndio expôs a fragilidade da privatização das linhas da CPTM, gerando caos para os passageiros e intensificando críticas ao modelo adotado pelo governo paulista.
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