
Mensagens privadas revelam proximidade entre o grupo de Daniel Vorcaro e o Estadão, ao mesmo tempo em que detalha a operação financeira que reestruturou as dívidas do jornal e trouxe grandes empresários e empresas para sua estrutura de governança.
Mensagens trocadas entre Daniel Vorcaro, então dono do Banco Master, e o empresário Flávio Carneiro, seu sócio em operações de mídia, foram expostas segundo matéria do Metrópoles. Nas conversas, Carneiro afirma que no Estadão eles estariam “em casa” e teriam “crédito” junto ao jornal. “Estadão estamos em casa, temos crédito lá”.
Em maio de 2024, Vorcaro escreveu que seria necessário aumentar o patrocínio à Folha de S.Paulo e ao Estadão. Segundo a reportagem, essa preocupação surgiu após uma repórter procurar um executivo do Banco Master.
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As mensagens também tratam da emissão de debêntures realizada pelo Estadão entre março e maio de 2024. Vorcaro questiona por que teria ficado de fora da operação, enquanto Carneiro responde que o processo estaria sendo conduzido por Rubens Ometto, fundador e presidente do conselho da Cosan.
A reportagem afirma ainda que o grupo de comunicação enfrentava dificuldades financeiras, com dívida de R$ 159 milhões, e que a emissão de debêntures de R$ 142,5 milhões ajudou a dar sobrevida à empresa.
Diversos grupos empresariais participaram da operação, incluindo Cosan, Hapvida, Votorantim, Ultra, Unipar, Pátria Investimentos, JHSF, Galápagos Capital e Cutrale, com aportes entre R$ 7,5 milhões e R$ 15 milhões.
Em contrapartida aos investimentos, representantes dos credores passaram a ter assentos no conselho de administração do jornal, ganhando influência na governança da empresa.
O Estadão foi procurado pelo Metrópoles, mas ainda não havia se manifestado até o momento da publicação.







