
CNN, MS NOW e o site Politico moveram uma ação contra Donald Trump e integrantes de seu governo após terem suas credenciais de acesso à Casa Branca cassadas de forma súbita e sem aviso prévio, na suposta “Terra da Liberdade“.
Essa medida, segundo os veículos, representa uma tentativa de limitar o acesso da imprensa a informações de interesse público.
As emissoras fundamentam o processo na Primeira Emenda da Constituição dos EUA, que garante a liberdade de imprensa e o direito de fiscalizar o poder público. O pedido central é a restauração imediata dos crachás, considerados instrumentos essenciais para o exercício do jornalismo político em Washington.
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Os veículos alegam que não houve qualquer processo de contestação ou direito de defesa antes da cassação. Argumentam que o governo não pode selecionar quais mídias terão acesso com base em afinidade política ou discordância editorial, pois isso configuraria censura indireta.
Em nota, as empresas reforçaram que a decisão ameaça não apenas os jornalistas, mas o próprio público, que depende de uma cobertura independente e plural para acompanhar os atos do governo.
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Além da devolução das credenciais, os veículos solicitam que a Justiça estabeleça uma ordem que impeça futuras restrições arbitrárias, criando um precedente para proteger o acesso da imprensa à Casa Branca contra decisões discricionárias.
O presidente justificou o banimento afirmando que os veículos produzem “fake news” e que sua cobertura representaria uma ameaça à segurança nacional. Contudo, não apresentou provas concretas que sustentem essa acusação, o que reforça a percepção de perseguição política.
A ação não se limita a Trump. Também foram incluídos Steven Cheung (responsável pela comunicação da Casa Branca), Sean Curran (do Serviço Secreto, encarregado da segurança e credenciais) e Susan Wiles (chefe de gabinete), ampliando o escopo da responsabilização.
O episódio remete a um caso emblemático de 2018, quando Jim Acosta, correspondente da CNN, teve sua credencial suspensa após um embate com Trump em uma coletiva. A Justiça determinou a devolução, reforçando que o governo não pode restringir o acesso da imprensa de forma punitiva.
Em agosto de 2026, a ABC também processou a FCC (Federal Communications Commission), alegando violação da Primeira Emenda em outro contexto regulatório.






