
A Casa de Moneda da Argentina, vinculada ao governo de Javier Milei, deixou de pagar duas parcelas de uma dívida de R$ 63,6 milhões com a Casa da Moeda do Brasil.
Origem da dívida, o valor se refere a contratos de impressão de cédulas realizados entre 2021 e 2023. Informações da coluna Lauro Jardim no O Globo. No acordo firmado em dezembro de 2023, foi estabelecido um acordo parcelado para encerrar um litígio entre as duas estatais, mas os pagamentos de junho e julho de 2024 não foram cumpridos.
Segundo o colunista Lauro Jardim, a estatal argentina já havia falhado em compromissos anteriores relacionados à produção de cédulas de pesos no Brasil em 2023, acumulando pendências também com outros fornecedores. O calote reacende tensões econômicas e diplomáticas entre Brasil e Argentina, em meio a outras crises envolvendo o governo Milei.
O calote da Argentina na Casa da Moeda do Brasil se explica principalmente pela grave crise financeira enfrentada pelo país e pela dificuldade histórica da Casa de Moneda em honrar contratos internacionais. O governo Milei herdou dívidas acumuladas e, mesmo após renegociações, não conseguiu cumprir as primeiras parcelas do acordo.
+ A bilionária conta-petróleo do Brasil bate recorde e acende alerta – Portal Área VIP
Inflação extremamente alta, dívida pública crescente e risco-país elevado tornam difícil o cumprimento de compromissos externos. A Casa de Moneda já havia atrasado pagamentos em 2023, inclusive com fornecedores brasileiros, alegando “situação financeira delicada”.
O atraso não é inédito: em 2023, a estatal argentina deixou de pagar contratos de impressão de cédulas no Brasil. Isso mostra um padrão de descumprimento, mais ligado à fragilidade institucional e financeira do que a uma decisão política isolada.
Em dezembro de 2023, foi firmado um acordo para parcelar R$ 63,6 milhões referentes a contratos de 2021–2023. As duas primeiras parcelas (junho e julho de 2026) não foram pagas, reabrindo o litígio e colocando em dúvida a capacidade da Argentina de cumprir o restante.
O calote ocorre em meio a uma crise política entre Brasil e Argentina, agravada por declarações ofensivas de Milei contra Lula e instituições brasileiras. Esse ambiente de atrito diplomático dificulta renegociações e pode levar o Brasil a acionar mecanismos formais de cobrança ou até instâncias judiciais/arbitrais.
RELAÇÃO DE JANJA COM COORDENADOR DE CULTURA DO LULA CHAMA ATENÇÃO
Márcio Tavares, atual secretário-executivo do Ministério da Cultura, foi convidado por Lula para assumir a coordenação de Cultura da campanha presidencial. Contudo, a proximidade com a beldade… LEIA MAIS!






