
A chamada “conta-petróleo” do Brasil (saldo entre exportações e importações de petróleo, derivados e gás natural) atingiu US$ 21,926 bilhões no 1º semestre de 2026, quase o valor de todo o ano de 2025 (US$ 29,99 bilhões).
O país alcançou um novo recorde de produção, com 4,474 milhões de barris por dia. As exportações chegaram a 2 milhões de barris por dia, reforçando o saldo positivo. Houve também uma redução de 18,2% nas importações de derivados, graças à maior eficiência das refinarias nacionais. Informações de Lauro Jardim, no O Globo, com dados inéditos da ANP.
Em suma, o recorde da conta-petróleo se deve à combinação de produção recorde, aumento das exportações e menor dependência de importações.
O superávit recorde ajuda a melhorar o saldo geral da balança comercial brasileira, já que petróleo e derivados têm grande peso nas exportações. Com mais exportações e menos importações, entram mais dólares no país, o que pode contribuir para reduzir pressões cambiais e dar maior estabilidade ao real.
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Embora a conta-petróleo não seja receita direta do governo, o aumento da atividade gera mais arrecadação em impostos e royalties, beneficiando estados e municípios produtores. A redução das importações de derivados mostra maior eficiência das refinarias brasileiras, o que diminui a dependência externa e fortalece a cadeia produtiva interna.
Apesar dos ganhos, o setor é altamente dependente dos preços internacionais do petróleo. Uma queda brusca pode reduzir rapidamente esse superávit. O recorde traz ganhos imediatos para a economia e para a estabilidade cambial, mas também reforça a necessidade de diversificação para não depender excessivamente do petróleo.
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