
Morreu o soldado brasileiro Hendrick Lima Gonçalves, de 22 anos, durante uma missão militar na guerra entre Rússia e Ucrânia nesta semana.
Natural de Tucuruí, no sudeste do Pará, Hendrick Lima integrava as forças ucranianas desde maio deste ano e tinha planos de retornar ao Brasil no fim de novembro. A família recebeu a notícia da morte no sábado, 31 de outubro, e agora busca informações sobre as circunstâncias do ocorrido e os procedimentos necessários para trazer o corpo de volta ao país.
Hendrick Lima atuava como instrutor de tiro, mas também participava de operações em áreas de combate. Segundo a mãe, Josiane Alves Lima, os familiares mantinham contato frequente com ele, mas estavam sem notícias desde o início da última semana.
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Em entrevista à ‘Folha de S.Paulo’, ela contou que ainda não recebeu explicações detalhadas sobre como o filho morreu. “Até agora só sabemos que ele foi morto em uma missão e estamos tentando viabilizar o traslado do corpo para o Brasil”, contou.
O relato mostra que os familiares ainda aguardam informações sobre o local da morte, a operação em que Hendrick estava envolvido e as condições para a retirada do corpo. Não há confirmação pública sobre a data exata do falecimento nem sobre o tipo de ataque ou confronto que teria provocado a morte. A ausência de detalhes também dificulta a definição dos próximos procedimentos para o traslado.
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O caso de Hendrick se soma aos registros de brasileiros que decidiram participar da guerra iniciada com a invasão russa em larga escala da Ucrânia, em fevereiro de 2022. Segundo levantamento do Ministério das Relações Exteriores informado à Folha de S.Paulo, 35 brasileiros morreram e outros 117 estavam desaparecidos no conflito.
Entre os mortos, 33 integravam as forças ucranianas e dois combatiam pelo lado russo. Dos desaparecidos, 107 estavam vinculados às forças da Ucrânia e dez às da Rússia. É importante destacar que desaparecimento em combate não significa, necessariamente, morte confirmada. Em algumas situações, militares podem permanecer sem contato por longos períodos devido às condições do conflito.
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O governo brasileiro também não dispõe de um levantamento completo sobre todos os cidadãos que viajaram para participar diretamente das operações militares.







