
A audiência organizada por Luiz Fux sobre a proibição das bets tem maioria de participantes favoráveis ao setor de apostas, o que provocou críticas de entidades civis, da AGU, da deputada Erika Hilton e da população civil.
Pesquisa Datafolha mostra que 78% dos eleitores defendem proibir bets e cassinos online; 18% são contra, e 4% não sabem. A maioria dos próprios apostadores é contra essas plataformas viciantes.
O ministro Luiz Fux, do STF, convocou uma audiência pública para discutir a proibição das apostas online (“bets”) determinada por medida provisória do governo federal.
Dos 34 participantes previstos, pelo menos 22 são contrários à proibição das apostas, segundo levantamento citado pela reportagem. Isso gerou críticas sobre um possível desequilíbrio na composição do debate.

A audiência está relacionada à ADI 8027, apresentada pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), que busca suspender a Medida Provisória 1.394/2026, responsável por retirar as bets do mercado brasileiro.
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Entre os convidados estão diversos clubes de futebol, a CBF, associações do setor de apostas e representantes empresariais, muitos deles afetados pelo fim dos patrocínios das casas de apostas.
A Advocacia-Geral da União (AGU) e alguns ministérios defendem a manutenção da proibição, alegando impactos econômicos e sociais negativos das apostas.
Organizações de defesa do consumidor protestaram por terem ficado de fora da audiência. Grupos da sociedade civil afirmam que os apostadores e os setores mais afetados pelos danos das apostas estão sub-representados.
A deputada Erika Hilton criticou a predominância de convidados favoráveis às bets e pediu mobilização pública contra a retomada das plataformas de apostas online.
A medida provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva proibiu a exploração, oferta, intermediação e publicidade das apostas de quota fixa. O governo argumenta que a atividade contribui para endividamento e problemas sociais.
A audiência serve para reunir argumentos para o futuro julgamento da questão no STF. A proibição continua em vigor enquanto o caso é analisado, e também depende de apreciação pelo Congresso Nacional.







