
Assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República de Luiz Inácio Lula, Celso Amorim reconhece que há um movimento “forte e indiscutível” de fortalecimento da direita em diversos países da região.
Em entrevista à colunista Janaína Figueiredo, do UOL, ele ressalta que o Brasil possui instituições sólidas e mecanismos de proteção que garantem capacidade de resistência frente a pressões externas e tendências regionais. Amorim minimiza o impacto do apoio de De la Espriella a Flávio Bolsonaro, afirmando que preferências ideológicas não alteram o funcionamento das instituições brasileiras.
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O rapagão considera improvável que uma interferência semelhante à ocorrida na Colômbia tenha efeito no Brasil, lembrando que críticas de Donald Trump ao governo Lula acabaram fortalecendo a popularidade do presidente. Amorim alerta que o Brasil está mais preparado para enfrentar possíveis ações ilegais, inclusive de grandes empresas de tecnologia.
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“No Brasil há uma situação diferente. Temos vacinas de governos anteriores [em referência ao governo Bolsonaro]”. “No Brasil haverá capacidade de resistência”, disparou.
Caso a vitória de De la Espriella seja confirmada, a política externa brasileira deve manter diálogo institucional, independentemente da orientação política. Flávio e Eduardo Bolsonaro já demonstraram apoio público ao político colombiano, e há expectativa de estreitamento das relações entre lideranças conservadoras da região.
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