
Durante discurso em Nova York, na Assembleia Geral da ONU, o presidente argentino Javier Milei voltou a atacar o governo brasileiro. Ele afirmou esperar que o Brasil abandone o que chamou de “curso socialista decadente” e retome “ideias da liberdade”.
Essa fala reforça a postura de Milei de se colocar como opositor ideológico da esquerda latino-americana, especialmente do presidente Lula, e como aliado de projetos políticos de direita na região.
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, reagiu com dureza. Chamou Milei de “vergonha” e ironizou ao mencionar a venda de carne de burro na Argentina, dizendo: “Ninguém quer comer carne de burro por aqui”. A frase, além de crítica política, buscou desqualificar a imagem de Milei ao associá-lo a um episódio considerado constrangedor para a economia argentina.
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“Não, obrigado JMilei. Ninguém quer comer carne de burro por aqui. Você é uma vergonha para a América Latina e para o bravo povo argentino!”, detonou.
A referência de Boulos remete a um caso ocorrido em Trelew, na Patagônia, onde carne de burro foi comercializada a preços mais baixos que a carne bovina. A iniciativa surgiu como alternativa diante da crise da pecuária tradicional, mas acabou se tornando símbolo da precariedade econômica enfrentada por setores da Argentina, assim como a fila do osso no Brasil anos atrás.
O presidente argentino tem se aproximado da direita brasileira. Em julho, participou do lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência, declarando que ele seria capaz de derrotar Lula em 2026.
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