
Condenado por falas contra a população LGBTQIA+, o apresentador Sikêra Jr. (Republicanos), candidato a deputado federal por São Paulo, surgiu ao lado de Michelle Bolsonaro (PL) e Damares Alves (Republicanos-DF), em Brasília. Os vídeos de campanha foram ao ar nesse último sábado (19/09).
Michelle e Damares gravam apoio para Sikêra Jr, apresentador foi condenado por lgbtfobia
Em julho, a Justiça Federal manteve a condenação do apresentador e da RedeTV! ao pagamento de R$ 300 mil por danos morais coletivos. Inclusive, a decisão da 4ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) foi unânime.
Em suma, o caso teve origem em declarações feitas por Sikêra no programa “Alerta Nacional”, em 2021. De acordo com o Ministério Público Federal, ele associou a população LGBTQIA+ à pedofilia e ao uso de drogas ao comentar uma campanha do Burger King.
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Em outro episódio, o famoso também relacionou “ideologia de gênero” ao crime de pedofilia e disse que LGBT+ são uma “raça desgraçada“.
"Raça desgraçada"
"Vocês são nojentos"
"Vocês não reproduzem"
“Já pensou ter um filho viado e não poder matar?"Sikêra Jr não é odioso de graça, empresas financiam esse discurso lgbtfóbico, quanto mais preconceituoso ele é, mais dinheiro ele ganha.✊🏽🏳️🌈 #DesmonetizaSikera pic.twitter.com/Qkp1TbdQlC
— Sleeping Giants Brasil (@slpng_giants_pt) September 19, 2021
“Eu mudei”: comunicador fala sobre passado polêmico
Logo após a condenação, o apresentador afirmou que mudou de postura. Em entrevista ao programa “Além da Notícia”, da Mathias TV, o comunicador disse: “Ninguém está livre do preconceito. Ele vai existir sempre. Mas eu mudei, eu evoluí. Tive falas homofóbicas e paguei caro por isso. Eu abri os meus olhos. Eu tive que evoluir.“, declarou.
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Em nota enviada à coluna Ramiro Brites, do portal “Metrópoles”, Sikêra Jr. reconheceu o erro e reafirmou seu respeito a todas as pessoas, independentemente de sua orientação sexual. Por fim, ele disse ainda que repudia qualquer forma de discriminação.
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