Coordenador de Flávio conta por que eles querem barrar escala 6×1 do trabalhador

Apoio popular e resistência empresarial

Vinícius Carvalho
Vinícius Carvalho
Formado em Direito, minha verdadeira paixão é a escrita. Comecei muito jovem no ofício, enviando críticas e análises sobre televisão para um grande portal apenas pela paixão pelo assunto e o desejo de ser lido. Contudo, com o sucesso da minha coluna, em 2014 fui alçado a redator e, desde então, tive passagens por diversos sites em variados segmentos, de esportes e benefícios sociais a televisão, celebridades e tecnologia.
Lula e Flávio Bolsonaro
Lula e Flávio Bolsonaro. Fotos: Divulgação/Agência Brasil/Agência Senado/Montagem Área VIP

A disputa gira em torno da PEC do fim da escala 6×1, vista como uma pauta popular que pode favorecer Lula eleitoralmente, enquanto Flávio Bolsonaro e aliados tentam bloquear ou desviar o debate com uma proposta alternativa mais favorável ao empresariado.

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Flávio Bolsonaro e sua bancada tentam barrar a PEC que prevê o fim da escala 6×1, alegando risco de “contaminação eleitoral” em favor de Lula. Rogério Marinho, coordenador da campanha, chamou a proposta de “bala de prata” que poderia decidir a eleição pró‑Lula, em evento do BTG Pactual na última noite.

A proposta está em análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Caso receba emendas, terá de voltar para a Câmara. Marinho defende que a votação em plenário ocorra apenas após as eleições de outubro.

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Pesquisas indicam que 73% dos brasileiros apoiam o fim da escala 6×1. Porém, o sistema financeiro e setores empresariais lançaram campanha contra, alinhada com a posição de Flávio Bolsonaro.

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Flávio Bolsonaro apresentou uma PEC que cria jornada flexível remunerada por hora, permitindo que contratos individuais prevaleçam sobre acordos coletivos. Críticos afirmam que isso enfraquece sindicatos e pode precarizar vínculos de trabalho, pois obviamente o patrão tem muito mais poder de negociação que o empregado.

Marinho atacou a Justiça Trabalhista e defendeu cortes de gastos, afirmando que o maior “ajuste fiscal” seria retirar o PT do poder, recebendo aplausos de empresários presentes. “Não tenho dúvida nenhuma, que o maior ajuste fiscal que pode ser feito é tirar de uma vez por toda o PT do poder”, declarou, recebendo aplausos dos ricos.

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Vinícius Carvalho
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