
Augusto Cury se posiciona como opositor firme de Lula, abre espaço para uma aliança com Flávio Bolsonaro sob condições, e apresenta propostas de reformas institucionais e econômicas, ainda que de forma pouco detalhada.
O candidato à Presidência pelo Avante Augusto Cury afirmou que não apoiaria Lula “em hipótese alguma” no segundo turno, rejeitando qualquer aliança com o atual presidente.
Cury sinalizou abertura para apoiar Flávio Bolsonaro, mas condicionou esse apoio a que o senador prove não estar envolvido em corrupção e se comprometa formalmente com seu plano de governo.
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“Não ficaria neutro. Mas ele teria que provar que não é corrupto, teria que explicar o Dark Horse. Tem um longa-metragem meu sendo rodado agora com quase um décimo do valor do filme do pai dele, para ter uma ideia. E ele teria que pegar o meu plano de governo, ir no cartório, fazer um registro e dizer que vai cumprir”, disparou o homenzarrão.
Pesquisa Quaest de 7 de setembro mostra Lula na liderança com 36% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro com 29%. Cury aparece em terceiro lugar com 8%.
Durante encontro na Faria Lima, Cury buscou respaldo técnico citando economistas renomados e destacou interlocução com parlamentares e ministros do STF.
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Sobre economia, ele respondeu de forma genérica, prometendo auditorias nas contas públicas e estudos sobre reforma tributária.
O coach defendeu mudanças no STF, como mandatos de oito anos, indicação de ministros por associações de magistrados e quarentena sem filiação partidária.
Cury disse apoiar investigação sobre o ministro Moraes e, caso haja irregularidades, defendeu possibilidade de impeachment.
“Eu não apoiaria, em hipótese alguma, Lula. Nem 0,01%”, disse. “O Lula tem que se aposentar, o modelo do PT tem que aposentar. Com todo o respeito ao que fez em seu primeiro governo, quando estava o Meirelles (Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central) e o Palocci (Antônio Palocci, ex-ministro da Fazenda), com todos os seus problemas”, falou.






