
Nesta sexta-feira (30), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltou a criticar o resultado das eleições presidenciais durante uma transmissão ao vivo no nas redes sociais, feita de Miami, nos Estados Unidos.
Derrotado no segundo turno pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o parlamentar afirmou que há situações “matematicamente impossíveis” de serem explicadas sem uma suposta interferência no processo eleitoral, mas não apresentou provas de fraude.
Trump não pretende reconhecer Flávio como líder do Brasil
“A gente tá falando de uma atuação política partidária na mais alta Corte desse país [em referência ao ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal]. Então, é aquela situação que você não tem a quem recorrer caso você se sinta vítima de uma injustiça. Eu acho que até muitos de vocês estão me assistindo aqui agora se coloca no meu lugar e talvez tivessem tomado a mesma iniciativa”, afirmou.
Em seguida, o senador voltou a levantar suspeitas sobre o processo eleitoral, sem apresentar elementos que sustentassem as acusações. “Muitas coisas estão sem explicação dessas eleições matematicamente impossíveis de terem ocorrido no mundo real sem que houvesse como eu falei algum gol de mão”, declarou.
Foi o primeiro pronunciamento ao vivo do senador desde a divulgação de uma carta, na quarta-feira (28), na qual se declarou o “verdadeiro presidente eleito do Brasil“.
Confira o post:
Carta retificada
Flávio chegou a Miami na quarta-feira (28, três dias depois de perder a eleição presidencial. Na ocasião, ele divulgou uma carta em que alegou fraude eleitoral e afirmou que pretende liderar a oposição ao governo petista dos Estados Unidos.
Flávio volta atrás e retira trecho da carta onde se declarou presidente do Brasil
O documento passou por alterações ao longo do dia. Inicialmente, o senador se apresentou como o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”, mas posteriormente retirou o trecho e passou a se identificar como “líder do Brasil”.
Flávio atribuiu a suposta fraude à decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF, de prorrogar até as 19h a votação em seções eleitorais que permaneciam abertas às 17h. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), apenas 34.393 votos foram registrados após esse horário, número inferior a 1% da diferença entre os candidatos.
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