
Foi iniciada uma ofensiva política na Câmara Municipal para apurar se a Prefeitura de Nunes descumpriu a determinação de manter 100% da frota de ônibus no segundo turno e se isso pode ter dificultado o exercício do voto por parte da população.
Vereadores da oposição protocolaram um pedido de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar a atuação da Prefeitura de São Paulo durante o segundo turno das eleições, especialmente a oferta de ônibus no dia da votação.
A iniciativa se baseia na suspeita de que a gestão de Ricardo Nunes não cumpriu a determinação judicial e eleitoral que exigia frota e frequência equivalentes às de um dia útil, com o objetivo de garantir o acesso dos eleitores às urnas.
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Dados citados pelos autores do pedido da bancada do PSOL na Câmara Municipal indicam que apenas cerca de 71% da frota estava em circulação em determinados momentos do domingo de votação, enquanto milhares de ônibus permaneceram nas garagens. Vídeos na web mostram os ônibus parados nas garagens.
A CPI pretende requisitar informações da SPTrans, incluindo registros de GPS e telemetria, para verificar quantos veículos efetivamente circularam, além de ouvir representantes das concessionárias e gestores públicos.
Os autores da investigação afirmam que a redução da frota pode ter prejudicado o deslocamento de eleitores e levantam dúvidas sobre possível falha de fiscalização ou descumprimento de contratos e decisões judiciais.
A Prefeitura e o prefeito Ricardo Nunes negam irregularidades. A gestão argumenta que houve pouco tempo para reorganizar a operação após a decisão judicial e atribui a circulação abaixo do previsto à falta de motoristas disponíveis. Nunes também sustenta que a oferta de transporte foi suficiente para atender à demanda.







