Flávio critica falta de dipirona no SUS, mas passado do pai volta à tona

Números de 2022 mostram escassez de medicamentos

Lívia
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Lívia Coutinho é formada em Psicologia, mas começou sua trajetória como redatora em Maricá/RJ há mais de seis anos. Ela produz conteúdos para os nichos de política, entretenimento e celebridades. Além do Área Vip, ela também já trabalhou no Portal R7, Jetss e Paipee Brasil.

 

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Flávio Bolsonaro (Rerpodução: Globo)

Nessa última sexta-feira (23/10), durante o debate da Globo, Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que o dinheiro do Sistema Único de Saúde (SUS) é mal aplicado. Em seguida, o senador destacou que falta dipirona na rede pública. No entanto, a escassez do medicamento também foi registrada durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), pai do candidato à presidência da República.

Flávio critica o SUS e vê passado de Jair Bolsonaro voltar à discussão

Em julho de 2022, uma pesquisa da Confederação Nacional de Saúde apontou falta de dipirona injetável em 62,9% de 106 hospitais, clínicas e serviços de saúde. Além disso, 87,6% relataram falta de soro. Na mesma época, a Confederação Nacional de Municípios informou que 80,4% das prefeituras estavam sem medicamentos fornecidos pelo governo federal. O então ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, também reconheceu dificuldades no abastecimento de dipirona.

De acordo com o Conselho Federal de Farmácia, a crise teve diferentes causas. Entre elas, estavam a priorização de medicamentos mais procurados pela indústria durante a pandemia e os surtos de doenças respiratórias. Para enfrentar a escassez, o governo autorizou reajustes de preços de remédios com risco de faltar e reduziu impostos de importação de insumos usados na fabricação de medicamentos.

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Além disso, a proposta de Orçamento de 2023, enviada pelo governo Bolsonaro ao Congresso, previa reduzir em 59% os recursos destinados à modalidade gratuita do Farmácia Popular. O programa oferece medicamentos para doenças como hipertensão, diabetes e asma.

Sendo assim, a verba cairia de R$ 2,04 bilhões para R$ 842 milhões. Já a modalidade de copagamento teria redução de cerca de 60%.

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