
A primeira-dama Rosângela da Silva, conhecida como Janja, fez uma publicação nas redes sociais em defesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Ela compartilhou uma imagem de Lula segurando a representação de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, acompanhada da frase: “Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, olhai por nós!”.
A manifestação surgiu em resposta a uma polêmica envolvendo o senador Flávio Bolsonaro. Notícias circularam afirmando que ele estaria interessado em retomar uma proposta antiga que buscava restringir o título de “Padroeira do Brasil” apenas aos católicos.
Essa proposta, apresentada em 2007 pelo então deputado Victório Galli, já havia sido arquivada em 2008, mas voltou a ser lembrada em meio às disputas políticas atuais.
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O Projeto de Lei nº 2.623/2007 pretendia modificar a legislação que instituiu o feriado nacional de 12 de outubro, dia de Nossa Senhora Aparecida. A alteração proposta era substituir a expressão “Padroeira do Brasil” por “Padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos”.
A justificativa apresentada era a defesa da laicidade do Estado, argumentando que o título de padroeira não deveria se estender a toda a população em um país plural em crenças. No entanto, a Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados rejeitou o mérito da proposta, considerando-a inadequada, e arquivou o projeto.
Apesar de arquivado, o tema voltou a circular em 2018 nas redes sociais, reacendendo debates sobre religião e política. Na época, a própria Câmara dos Deputados esclareceu que o projeto permanecia arquivado e não fazia parte da pauta legislativa, reforçando que não havia qualquer movimento oficial para alterar o status de Nossa Senhora Aparecida como padroeira nacional.
Diante da repercussão recente, o senador Flávio Bolsonaro classificou as informações como “fake news”. Ele acusou Lula de “virar cristão a cada quatro anos”, numa crítica à suposta utilização da fé em períodos eleitorais. Ao mesmo tempo, afirmou que respeita todas as religiões e reiterou que não cabe ao Estado se envolver em assuntos internos da Igreja.
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